O clássico entre São Paulo e Santos, disputado no último sábado (1º), no Morumbis, segue repercutindo fora de campo. O árbitro João Vitor Gobi admitiu erro de conduta e pediu desculpas após ser acusado de ofender o lateral Vinicius Lira durante a partida válida pelo Paulistão 2026.
A confusão ocorreu em meio à vitória do São Paulo por 2 a 0, em um jogo marcado por forte tensão. De acordo com relatos de jogadores das duas equipes, o árbitro teria utilizado uma expressão ofensiva ao se dirigir ao atleta santista. A situação gerou revolta imediata no banco do Santos e foi confirmada por jogadores que estavam em campo, incluindo nomes de ambos os lados.
Após a repercussão, a Federação Paulista de Futebol divulgou uma nota com a manifestação de João Vitor Gobi. O árbitro reconheceu o erro e pediu desculpas publicamente, alegando que a fala ocorreu "no calor do jogo", durante uma tentativa de manter o controle disciplinar da partida. Segundo ele, a expressão utilizada foi inadequada e não condiz com sua postura profissional.
A diretoria do Santos reagiu com dureza. O executivo Alexandre Mattos cobrou providências da FPF e afirmou que o árbitro perdeu autoridade ao ultrapassar o limite do respeito dentro de campo. Para o clube, o episódio agrava ainda mais um momento delicado na competição, já que a derrota deixou a equipe próxima da zona de rebaixamento do estadual.
Do outro lado, o São Paulo comemorou o resultado que afastou o time das últimas posições da tabela, mas o clássico acabou ofuscado pela polêmica envolvendo a arbitragem.
Casos de pedidos públicos de desculpas por parte de árbitros não são comuns no futebol paulista. Normalmente, situações semelhantes ficam restritas à súmula ou a avaliações internas da comissão de arbitragem. O fato de atletas de diferentes clubes confirmarem a versão apresentada pelo Santos deu maior peso à denúncia e aumentou a pressão por uma resposta institucional da Federação.