Resumo
A disputa pela sede da final da Copa do Mundo de 2030 gerou tensões políticas. Alberto Núñez Feijóo, candidato a líder do governo espanhol, afirmou que a Espanha deve abandonar a organização do torneio caso a Fifa escolha Marrocos para sediar a decisão. O país europeu defende o Santiago Bernabéu como palco da final, enquanto os marroquinos promovem o Grande Estádio Hassan II. A Fifa fará vistorias técnicas até o fim do ano para definir as sedes do Mundial, que também terá Portugal como anfitrião.

A disputa para receber a final da Copa do Mundo de 2030 ganhou um novo capítulo e pode afetar os planos de organização do torneio. Embora Espanha, Portugal e Marrocos estejam confirmados como países-sede, a escolha do palco da decisão provocou uma declaração contundente de um dos principais nomes da política espanhola.

taça Copa do Mundo (Foto: Divulgação/FIFA)
taça Copa do Mundo (Foto: Divulgação/FIFA)
Foto: Taça da Copa do Mundo ( Divulgação/FIFA) / Gávea News

Alberto Núñez Feijóo, líder do Partido Popular (PP) e candidato à presidência do governo espanhol, defendeu que o país abandone a organização do Mundial caso a Fifa escolha Marrocos para receber a final. O posicionamento foi apresentado durante entrevista ao programa El Chiringuito, na quinta-feira (5 de novembro).

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Questionado sobre a possibilidade de retirar a Espanha do evento caso assuma o governo, Feijóo respondeu: "Sim, a resposta é sim". O político argumentou que os espanhóis têm condições de organizar grandes competições e lembrou que a candidatura começou como uma iniciativa conjunta de Espanha e Portugal, antes da entrada de Marrocos.

O candidato também destacou as conquistas recentes das seleções masculina e feminina para justificar sua posição. Na avaliação dele, o protagonismo espanhol no futebol internacional deveria pesar na escolha do estádio.

A disputa envolve duas arenas. A Espanha pretende receber a final no Santiago Bernabéu, estádio do Real Madrid, que passou por uma ampla reforma. Marrocos aposta no Grande Estádio Hassan II, projetado para aproximadamente 115 mil espectadores na região de Casablanca.

Em setembro, Fouzi Lekjaa, presidente da Federação Real Marroquina de Futebol, declarou que a final aconteceria em território marroquino. Apesar da manifestação, a Fifa ainda não anunciou uma decisão. A entidade programou visitas técnicas às cidades candidatas durante novembro e dezembro para avaliar estádios, infraestrutura e condições operacionais.

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A Copa de 2030 marcará os 100 anos da primeira edição do torneio, disputada no Uruguai. Além dos três países responsáveis pela maior parte dos jogos, Argentina, Paraguai e Uruguai receberão uma partida cada como parte das comemorações do centenário. A definição das sedes específicas e da distribuição dos confrontos permanece em aberto.

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