A organização de proteção animal Peta solicitou ao Crystal Palace a aposentadoria de sua mascote Phoenix, uma águia-americana viva. A entidade afirma que o ambiente dos estádios causa estresse ao animal silvestre e representa perigo para o público e para a ave, sugerindo a adoção exclusiva de mascotes humanos. Presente nos jogos do clube inglês desde 2010 com diferentes espécimes, a tradição é alvo de debate, e a agremiação ainda não se pronunciou oficialmente.
O Crystal Palace, da Inglaterra, pode ganhar um desfalque fora das quatro linhas para esta temporada. O clube enfrenta nos bastidores uma pressão de uma organização de defesa dos animais para encerrar que sua mascote Phoenix, uma águia-americana, seja aposentada. A 'People for the Ethical Treatment of Animals' (Peta, 'Pessoas pelo tratamento ético a animais, em inglês) argumenta que o ambiente dos estádios pode deixar a ave assustada, desorientada e sob estresse, além de representar riscos aos torcedores.
Em uma carta enviada à direção do clube, a Peta pediu que o Crystal Palace interrompa definitivamente a participação de animais vivos nas atividades de entretenimento em dias de jogos. Para a entidade, aliás, a presença de uma mascote humana já atende à proposta de animar os torcedores, sem expor um animal silvestre às condições de uma arena esportiva.
Phoenix estreou em 2024
O Crystal Palace adotou o apelido de Eagles (Águias) em 1973, quando o então treinador Malcolm Allison substituiu o antigo apelido Glaziers (Vidraceiros) inspirado no Benfica, de Portugal. Desde então, a ave passou a ocupar um lugar importante na identidade do clube.
Assim, a tradição de levar uma águia viva ao estádio começou em 2010, com Kayla. A ave participou das atividades pré-jogo durante uma década, até morrer em 2020. Quatro anos depois, porém, Phoenix assumiu o posto e estreou antes de uma partida contra o West Ham, em agosto de 2024, quando tinha apenas quatro meses de idade.
Atualmente, Phoenix vive na Eagle Heights Wildlife Foundation, em Kent, na Inglaterra, instituição responsável por sua preparação para a função. Nesta temporada, a ave não foi levada a nenhum jogo do Crystal Palace no Selhurst Park.
Peta cita riscos para a ave e os torcedores
A organização, inclusive, afirma que a combinação de luzes fortes, ruídos intensos e multidões agitadas torna os estádios ambientes inadequados para animais silvestres. A entidade também menciona situações em que aves utilizadas em eventos esportivos colidiram com paredes ou superfícies de vidro. Além de casos em que animais feriram pessoas.
A carta ainda relembra um episódio de 2015 envolvendo Kayla. Na ocasião, um torcedor do Charlton foi considerado culpado por tentar dar um soco na águia durante uma partida da Copa da Liga Inglesa.
Oficialmente, o Crystal Palace ainda não se pronunciou sobre o assunto.
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