"É uma ferida": Bruno Guimarães é sincero sobre pênalti perdido na Copa

23 set 2026 - 21h17
Resumo
Bruno Guimarães assumiu a responsabilidade pelo pênalti perdido contra a Noruega nas oitavas da Copa do Mundo, que culminou na derrota do Brasil por 2 a 1. O volante defendeu Vini Jr. das cobranças e reforçou que era o cobrador designado para o lance. Apesar de classificar o erro como uma ferida ainda dolorosa, o jogador destacou o aprendizado com o episódio e garantiu que não hesitará em assumir novas cobranças caso seja novamente escolhido para representar a Seleção Brasileira.

A lembrança de um erro decisivo ainda acompanha Bruno Guimarães, mas o volante não pretende transformar o episódio em um motivo para fugir de novas responsabilidades com a Seleção Brasileira. Meses depois da cobrança que terminou nas mãos do goleiro da Noruega, o jogador voltou a falar sobre o momento e deixou claro que não se arrepende de ter assumido a bola.

Foto: Bruno Guimarães em coletiva pela Seleção Brasileira ( Rafael Ribeiro/CBF) / Gávea News

"Sempre antes do jogo a gente tem a nossa preleção, e o professor determina quem vai bater. Eu fui o cara escolhido para bater. Ali na hora, teve jogadores que quiseram pegar a bola. Um jogador pega, passa para o outro, até para tentar enganar o goleiro. E foi isso que aconteceu, nada demais. O Vini não era. Quem tinha que bater o pênalti era eu".

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A explicação veio acompanhada de um gesto de proteção a Vini Jr. Bruno Guimarães lamentou que o colega tenha sido alvo de cobranças após o episódio e reforçou que a responsabilidade pelo lance era sua.

"Fica triste pela cobrança sobre o Vini, mas, no momento, o pênalti delegado foi a mim. Acho que essa é a resposta que eu posso te dar. Fica triste o que aconteceu, não só pelo Vini, pelos outros jogadores, pela nossa torcida, por todo mundo que estava torcendo".

O volante não esconde que ainda sente os efeitos da cobrança desperdiçada. Para ele, a derrota deixou uma marca que não desapareceu, mas também pode servir como aprendizado para os próximos desafios.

"É um sentimento muito ruim, definitivamente. Perder um pênalti faz parte do futebol, mas a gente nunca está pronto para isso acontecer. Obviamente, é uma ferida, é uma cicatriz. Está muito recente, ainda me magoa, ainda me dói muito isso ter acontecido. Mas faz parte do futebol".

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Em vez de evitar uma nova cobrança, o jogador garante que faria novamente caso recebesse a responsabilidade. Para ele, a relação com a Seleção pesa mais do que o medo de repetir o erro.

"Se tivesse outro pênalti e fosse delegado a mim, eu não vou me esconder. Eu vou bater de novo mil vezes se tiver que fazer, porque representar essa camisa representa tudo para mim, sempre foi o maior sonho da minha vida".

"Você, muitas vezes, aprende com a vitória, mas normalmente a gente aprende com a derrota, com aquilo que não deu certo. Que eu possa aprender e seguir a minha luta diária, dos meus sonhos".

Bruno Guimarães poderia ter mudado os rumos de Brasil x Noruega

O lance aconteceu no dia 5 de julho, pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Aos 13 minutos do primeiro tempo, quando Brasil e Noruega ainda empatavam por 0 a 0, Matheus Cunha sofreu o pênalti após revisão do VAR. Bruno Guimarães assumiu a cobrança, mas parou no goleiro Orjan Nyland, desperdiçando a chance de colocar a Seleção Brasileira em vantagem.

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A cobrança acabou ganhando ainda mais peso com o desenrolar da partida. A Noruega venceu por 2 a 1, com dois gols de Erling Haaland. É impossível afirmar que a história seria diferente caso o volante tivesse convertido o pênalti, mas o gol poderia ter mudado o cenário de um jogo que ainda estava no início. Neymar chegou a descontar nos acréscimos, também de pênalti, mas não foi o suficiente para chegar ao empate.

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