O ex-jogador Diego Souza teve sua licença de treinador suspensa pelo Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol de Santa Catarina (TJD-SC). Na tarde desta sexta-feira, 23, órgão informou ao Joinville-SC, clube em que o técnico trabalhava, que aplicou uma suspensão preventiva de 30 dias ao ex-atleta por uso de licença falsa.
- Você já nos segue nas redes sociais? O Terra Esportes está presente no Tiktok, no Youtube e no Instagram. Tudo para te manter informado de um jeito diferente e divertido. Siga nosso perfil, curta e compartilhe!
Diego Souza é um dos jogadores envolvidos em um suposto esquema de venda de diplomas de técnicos falsos, gerenciado pelo ex-jogador de futebol Alejandro Mancuso. O ex-atacante foi citado por Mancuso como um dos nomes que comprou a licensa, o que fez o TJD-SC aplicar a suspensão preventiva.
Diego segue liberado para acessar às dependências do centro de treinamento do Joinville e seguirá comandando os treinamentos. A punição impede a entrada do treinador nos estádios e, enquanto estiver válida a suspensão, o auxiliar Raphael Bahia comanda o time do banco de reservas.
O treinador já estava sem treinar o time à beira do gramado desde o dia 8 de outubro, quando a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) suspendeu sua licença. O Joinville afirmou em nota oficial que seguirá acompanhando o caso e respeitará as ordens da Justiça Desportiva.
Enquanto isso, Diego Souza tenta regularizar sua licença junto à CBF para voltar a ter sua liberação para comandar o Joinville. O técnico tem tentado driblar a ausência no banco de reservas com alternativas inusitadas. No jogo contra o Santa Catarina, em Rio do Sul, válido pela Copa SC, o treinador assistiu ao confronto da varanda de um prédio que ficava ao lado do estádio.
Relembre o caso de Mancuso e as licenças de técnico falsas
As investigações contra Diego Souza e outros nomes famosos, como Thiago Silva, Luiz Gustavo, Diego Lugano, Paolo Guerrero, Roberto Carlos, Felipe Melo, Alex de Souza, Petkovic e Paulinho, foram reveladas pela jornalista Joanna de Assis, do UOL.
A reportagem aponta que Alejandro Mancuso, ex-jogador argentino com passagens no futebol brasileiro por Flamengo e Palmeiras, contatava os atletas e afirmava que jogadores com longo tempo de carreira e com destaque no futebol poderiam retirar os diplomas de treinador de maneira mais rápida.
O “encurtamento” do processo era feito com o pagamento de R$ 100 mil para receber a licença que permitia aos jogadores e ex-jogadores treinarem qualquer time do mundo. Mancuso reunia contatos por meio de grupos no WhatsApp e usava os nomes mais relevantes como exemplos de que outros atletas poderiam retirar o certificado da ATFA com ele. O esquema já durava há pelo menos cinco.