De Neymar a Vini Jr.: qual foi a melhor convocação da Seleção Brasileira? Veja

Mano Menezes, Dunga, Tite, Ramon Menezes e Ancelotti iniciaram ciclos com estratégias diferentes

15 set 2026 - 01h12
Resumo
A análise das estreias dos últimos técnicos da Seleção Brasileira reflete diferentes abordagens após Copas do Mundo. Mano Menezes antecipou talentos como Neymar em 2010; Dunga focou na continuidade pós-2014; Tite equilibrou jovens campeões olímpicos e veteranos em 2016; Ramon Menezes acelerou a transição para a geração de Vini Jr. em 2023; e Carlo Ancelotti fez a aposta mais ousada e renovadora. Na avaliação geral, Tite lidera pelo equilíbrio competitivo imediato, seguido por Mano e Ancelotti.

Depois de cada Copa do Mundo, a Seleção Brasileira passa por uma mudança de ciclo. Novos jogadores ganham espaço, nomes experientes deixam a equipe e o técnico precisa definir o equilíbrio entre renovação e continuidade.

Foto: Reprodução/ Autor Desconhecido/ FIFA/ Site CBF
Foto: Reprodução/ Autor Desconhecido/ FIFA/ Site CBF
Foto: Reprodução/ Autor Desconhecido/ FIFA/ Site CBF / RTI Esporte

As primeiras listas de Mano Menezes, Dunga, Tite, Ramon Menezes e Carlo Ancelotti mostram escolhas bastante diferentes. Algumas apostas se transformaram em referências, enquanto outras não tiveram sequência.

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Mano Menezes apostou em uma geração promissora

Em julho de 2010, Mano Menezes iniciou a reconstrução após a eliminação nas quartas de final da Copa da África do Sul. Dos 24 convocados para o amistoso contra os Estados Unidos, apenas quatro haviam disputado o Mundial. Dez receberam a primeira chance na seleção principal.

Neymar e Paulo Henrique Ganso, então no Santos, eram os principais símbolos daquela renovação. David Luiz, Rafael, Jucilei, André e Ederson também apareceram na lista. A idade média era de 23,1 anos, seis anos abaixo da equipe que havia disputado a Copa do Mundo.

Em retrospecto, a aposta ganhou peso: Neymar se tornou o maior artilheiro da história da Seleção Brasileira, enquanto David Luiz e Marcelo construíram carreiras de destaque na Europa. Uma das listas com maior concentração de talentos que ainda estavam longe do auge.

Dunga preferiu preservar a experiência

Após o 7 a 1 para a Alemanha em 2014, Dunga voltou ao comando da Seleção Brasileira e adotou uma estratégia menos radical. Dez jogadores que estiveram na Copa do Mundo foram mantidos, entre eles Neymar, David Luiz, Oscar, Hulk, Willian e Luiz Gustavo.

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Éverton Ribeiro e Ricardo Goulart ganharam espaço após o destaque no Cruzeiro, enquanto Philippe Coutinho e Marquinhos começavam a assumir protagonismo. Uma lista de continuidade, sem grande ruptura geracional.

Tite encontrou o equilíbrio na Seleção Brasileira

Em 2016, Tite combinou experiência e renovação na Seleção Brasileira. Dos 23 convocados para as Eliminatórias, sete eram campeões olímpicos no Rio: Weverton, Renato Augusto, Neymar, Marquinhos, Rodrigo Caio, Gabigol e Gabriel Jesus.

A lista manteve Alisson, Marcelo, Miranda, Daniel Alves, Casemiro e Willian. Depois, nomes como Alisson, Marquinhos, Casemiro, Neymar e Gabriel Jesus ganharam protagonismo. A convocação mais equilibrada entre presente e futuro.

Ramon Menezes acelerou a transição

Ramon Menezes assumiu interinamente em 2023, após a saída de Tite. Para o amistoso contra o Marrocos, chamou 23 jogadores e promoveu nove estreias. Andrey Santos, João Gomes e Rony estavam entre as novidades.

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Vinícius Júnior e Rodrygo já integravam o grupo, enquanto Vitor Roque surgia como aposta ofensiva. Em retrospecto, por exemplo, a lista acertou ao abrir espaço para a geração liderada pelo astro do Real Madrid.

Carlo Ancelotti começa a maior renovação

O italiano Carlo Ancelotti iniciou o ciclo pós-Copa de 2026 com nove remanescentes do Mundial e oito estreantes na seleção principal. A lista para os amistosos contra Austrália e Índia também deixou Neymar fora.

Entre os estreantes estão Otávio, Pedro Morisco, Arthur Dias, Jair, Matheuzinho, Mauro Júnior, Breno Bidon e Gabriel Bontempo. Ao mesmo tempo, Vinícius Júnior, Raphinha, Bruno Guimarães, Marquinhos e Gabriel Magalhães permanecem no grupo da Seleção Brasileira.

A convocação, aliás, sinaliza uma mudança de geração, mas ainda não permite medir o impacto das apostas. A mais ousada das cinco, embora ainda sem resposta sobre seus resultados. Afinal, quem acertou mais?

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A comparação depende do critério. Mano Menezes se destaca pela capacidade de antecipar talentos; Tite, pelo equilíbrio; Carlo Ancelotti, pela ousadia da renovação. Dunga priorizou continuidade, enquanto Ramon Menezes acelerou a transição para uma geração liderada por Vinícius Júnior.

Considerando qualidade das apostas, equilíbrio e impacto posterior, a classificação da Agência RTI Esporte fica assim:

  1. Tite
  2. Mano Menezes
  3. Carlo Ancelotti
  4. Ramon Menezes
  5. Dunga

A disputa pelo primeiro lugar é apertada. Mano Menezes revelou uma geração excepcional, mas Tite conseguiu reunir jovens e experientes em uma lista que rapidamente se transformou em uma Seleção Brasileira competitiva.

Carlo Ancelotti ainda terá tempo para mudar esse ranking. Afinal, as primeiras convocações não mostram apenas quem está na seleção: ajudam a antecipar quem poderá representar o Brasil nos próximos anos.

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