O Santos anunciou na manhã desta quinta-feira, 19, a contratação do técnico Cuca, de 62 anos. Logo após o anúncio reações negativas tomaram as redes sociais do clube com muitos lembrando da condenação do treinador na Suiça por estupro, em 1989.
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Cuca foi condenado por manter relação sexual sem consentimento com uma menina de 13 anos — o caso aconteceu em 1987, quando ele era jogador do Grêmio, durante um excursão do time ao país europeu. Em 2024, no entanto, a Justiça da Suíça anulou a sentença.
A defesa solicitou a revisão do caso argumentando que Cuca não contou com um representante legal e foi julgado à revelia. O pedido de um novo julgamento foi aceito, mas o Ministério Público alegou não ser possível realizá-lo pelo fato de o crime ter prescrito.
O órgão, então, sugeriu a anulação da pena e o fim do processo, o que acabou sendo acatado pela Justiça.
Cuca foi inocentado?
A anulação do processo não significa que Cuca foi inocentado. A justiça da Suíça não avaliou o mérito do caso novamente, pois o treinador foi julgado sem um representante legal, na época indicado pelo Grêmio.
Com a prescrição do crime e a extinção da sentença, não haverá outro julgamento.
O caso
Em 1987, Cuca e mais três jogadores do Grêmio, Eduardo Hamester, Henrique Etges e Fernando Castoldi, foram detidos na Suíça, em uma excursão do time pela Europa, por terem tido relações sexuais com uma garota menor de idade sem o consentimento dela.
De acordo com a investigação, a vítima foi ao hotel dos jogadores para pedir camisas e autógrafos. Os atletas, no entanto, teriam segurado a jovem no quarto. Ela foi à polícia pouco tempo depois para relatar o crime.
Retornando ao Brasil depois de terem passado 30 dias detidos na prisão, Cuca, Henrique e Eduardo foram condenados em 1989 a uma pena de 15 meses de prisão, além de uma multa de US$ 8 mil dólares.
Já Fernando teve uma pena mais leve: três meses de prisão e multa de U$ 4 mil dólares. Contudo, nenhum dos jogadores cumpriu suas penas, pois estavam no Brasil durante o julgamento e não retornaram para a Suíça.
A vítima
Com o andamento do processo, o Tribunal de Justiça da Suíça tentou localizar a vítima em 2023 e descobriu que a jovem havia falecido em 2002 aos 28 anos, 15 anos depois do crime. O filho, que foi localizado, decidiu não fazer parte do processo, que atualmente foi extinto.