A Copa do Mundo de 2014 ficou marcada pelo 7 a 1, o que impediu que a maior aberração daquela edição não seja lembrada como deveria: o Brasil não atuou no Maracanã, templo sagrado do futebol no País. No próximo, na edição feminina da competição, o erro será corrigido e o estádio será palco da abertura do torneio e consequentemente da estreia da Seleção.
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Há 12 anos, uma disputa, que envolveu interesses políticos, financeiros e esportivos, levou o jogo inaugural para a Arena do Corinthians, que foi construída do zero e teve uma arquibancada provisória instalada para atender capacidade mínima de 60 mil espectadores.
Foi justamente o fato de poder receber só “48.905” pessoas que tirou a casa do Corinthians da briga por receber a abertura da Copa. De qualquer maneiro, o estádio receberá 10 jogos, sendo um deles a segunda partida do Brasil na competição.
E São Paulo estará entre as sedes que recebem a Seleção na primeira fase também acaba com outra injustiça que seria o Brasil não jogar no estádio que abrigou alguns dos maiores públicos do futebol feminino nos últimos anos com o grande sucesso do projeto do Corinthians para as mulheres.
O único erro inicial da Fifa foi levar o terceiro jogo da equipe de Arthur Elias para o Mané Garrincha, em Brasília. O trio ideal era Rio de Janeiro, São Paulo e alguma cidade no Nordeste, fosse Salvador (Fonte Nova) ou Fortaleza (Castelão).
Uma das cenas mais emblemáticas do futebol feminino na memória do torcedor brasileiro é a final do Jogos Pan-Americanos de 2007. Na ocasião, o time liderado por Marta conquistou o ouro em um Maracanã lotado. Nada mais justo que a Rainha do Futebol (sim, não considero outro cenário sem que ela seja convocada) se despeça da Seleção sem jogar no estádio mais conhecido do mundo.