A contratação de Zinedine Zidane para comandar a seleção da França no próximo ciclo da Copa do Mundo é tratada como praticamente certa nos bastidores. Antes do anúncio oficial, porém, a Federação Francesa de Futebol (FFF) ainda precisa superar um obstáculo envolvendo a remuneração do ex-jogador.
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Segundo o jornal L'Equipe, uma nova legislação francesa, que está prestes a ser aprovada pelo Parlamento, estabelece um teto de 450 mil euros brutos por ano (cerca de R$ 2,6 milhões na cotação atual) para salários de dirigentes e funcionários de federações esportivas.
O limite previsto pela nova regra é inferior ao vencimento recebido pelo atual treinador da seleção, Didier Deschamps, e está muito distante dos valores já oferecidos a Zidane em outras oportunidades.
Caso o contrato com a seleção francesa não seja firmado antes da entrada em vigor da lei, a federação terá de solicitar uma autorização especial ao Ministério dos Esportes para pagar um salário acima do teto estabelecido.
Sem trabalhar desde sua saída do Real Madrid, em 2021, Zidane é considerado o principal nome para assumir a seleção francesa após o fim da era Deschamps.
Ídolo da seleção francesa como jogador, Zidane conquistou a Copa do Mundo de 1998 e a Eurocopa de 2000. Como treinador do Real Madrid, conquistou três títulos consecutivos da Champions League entre 2016 e 2018.