Matheus Cunha mostrou que não sentiu o peso da camisa 9 da Seleção Brasileira e marcou dois gols na vitória por 3 a 0 sobre o Haiti na noite de sexta-feira, 19, pela segunda rodada da Copa do Mundo. Na comemoração, o atacante homenageou outro esporte que acompanha além do futebol: o surfe.
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“Eu sou de João Pessoa, comecei a surfar na Baía Formosa. O surfe virou parte da minha vida, diversos amigos meus são surfistas. Sou muito amigo do Ítalo [Ferreira]. Acho que passo mais tempo vendo surfe do que no futebol. Estava assistindo Saquarema no pré-jogo, e toda vez que vejo surfe está me ajudando”, explicou à Globo após a partida.
Se fora de campo acompanha as principais competições de surfe, dentro dele Matheus Cunha tem realizado um sonho ao disputar sua primeira Copa do Mundo: “É tudo que sempre sonhei. Ainda não conquistamos nada, mas é bom estar na Copa do Mundo e ter essa vitória agora”.
Apesar dos dois gols e de contra o Haiti ter ficado mais avançado, Matheus Cunha não tem as funções de um centroavante na Seleção Brasileira. Com Carlo Ancelotti, o camisa 9 tem atuado como um segundo atacante e até mesmo com um papel de meio-campista.
“No clube, graças a Deus isso está sendo muito normal [fazer gols]. Mas faz parte, eu faria qualquer coisa para estar aqui, independente da camisa. Poder usar a camisa 9 numa Copa do Mundo eu prefiro ver o copo cheio, tantos craques que usaram essa camisa. Você ser mais alguém na história que pode estar fazendo gols para ajudar. O Brasil é isso. Eu vi meus desenhos em lugares que nem consigo entender. É ver como privilégio do que como um peso a carregar”, completou.
Agora, Matheus Cunha e companhia se preparam para voltar a campo na próxima quarta-feira, 24, contra a Escócia, pela rodada de encerramento da fase de grupos do Mundial.