‘Maior noite da história do futebol norueguês’: como Ancelotti levou um nó tático e fez exatamente o que o técnico da Noruega queria

Posse de bola foi ponto central do jogo; Noruega controlou as ações para não dar chances ao Brasil

6 jul 2026 - 04h59
Técnico Ståle Solbakken não escondeu a alegria após a Noruega eliminar o Brasil na Copa
Técnico Ståle Solbakken não escondeu a alegria após a Noruega eliminar o Brasil na Copa
Foto: Paula Almeida/Terra

Carlo Ancelotti e Ståle Solbakken foram alvo de uma minipolêmica antes do jogo deste domingo, 5. Ainda na segunda fase, após passar pela Costa do Marfim, o técnico norueguês disse que estava esperando o italiano. O técnico do Brasil respondeu que sabia que era uma brincadeira entre amigos. A verdade é que na dura eliminação do Brasil na Copa do Mundo, o norueguês deu um nó tático naquele que respeitosamente chamou de melhor técnico do futebol.

A Noruega teve mais de 60% de posse de bola no primeiro tempo. No sábado, em entrevista coletiva, Solbakken já havia dito que jogaria de maneira ofensiva. Após a partida, Ancelotti admitiu que quis dar a bola para os adversários, mas era exatamente isso que o rival esperava.

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“Esse era o plano desde o início, manter a posse de bola. A gente queria ter a posse com progressão devagar, eles viriam no contra-ataque, por isso fizemos as substituições e por isso jogamos mais na lateral do que no meio”, afirmou Solbakken em entrevista coletiva nesta noite no Metlife Stadium

“A gente sabe que quando o Brasil tem a posse de bola, são muito rápidos, e quando trazem para o lado, são muito bons nos cruzamentos. Por isso era bom manter a posse de bola." - Solbakken

Na coletiva anterior, Ancelotti disse que dar a bola para a Noruega, com marcação baixa, era uma tentativa de neutralizar Haaland. No primeiro tempo, até funcionou. Mas no segundo, o artilheiro da Copa fez os gois gols que eliminaram o Brasil.

"Cabia à gente não perder a bola em situações bobas", disse Solbakken. "A gente estava com medo de eles tomarem a posse de bola, e eles estavam esperando para fazer alguma coisa. Foi como um jogo de xadrez."

Solbakken resumiu a classificação:

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“Foi a maior noite da história do futebol norueguês. Todos usaram a bola da melhor maneira possível, ninguém tentou fazer nada diferente, todos fizeram um trabalho muito bom.”

Sobre a entrada de Neymar no segundo tempo, o treinador admitiu preocupação, mas também chamou de “aposta” do Brasil. O camisa 10 chegou lesionado à Copa, se recuperou na reta final da primeira fase e até fez o único gol brasileiro na eliminação, mas em nenhum momento conseguiu mostrar sua genialidade.

“[Quando Neymar entrou] Eu pensei que eles tinham aquele fator diferente, que ia atrás da bola com muito talento, mas uma espécie de aposta também do lado deles”, afirmou. “Ele e o Vini são capazes de fazer magia." O único mágico da noite, porém, foi Haaland.

Fonte: Portal Terra
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