O conturbado ciclo da Seleção Brasileira após a eliminação para a Croácia nas quartas de final da Copa do Mundo de 2022 culminou na queda para a Noruega nas oitavas do Mundial deste ano.
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Em quatro anos marcados por polêmicas e instabilidade, erros foram cometidos dentro e fora das quatro linhas. Por isso, listamos os principais pontos que precisam ser mudados nos próximos anos.
Estabilidade
O principal erro do ciclo após a Copa do Mundo de 2022 foi a instabilidade causada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Após a saída de Tite, a entidade levou quase três anos para chegar a Carlo Ancelotti, que foi sondado desde o início.
Logo de cara, a aposta foi em uma solução caseira: Ramon Menezes, que comandou a equipe em três amistosos no início de 2023. Sem empolgar, Fernando Diniz foi chamado como interino.
Enquanto se dividia com a função de treinador do Fluminense, comandou a Seleção em seis jogos até ser demitido. Dorival Júnior foi o técnico seguinte e esteve à frente da Amarelinha em 16 jogos.
Só em maio de 2025 é que Ancelotti foi anunciado, para então dar início ao trabalho que resultou na eliminação para a Noruega na Copa do Mundo.
Além dos treinadores, a CBF teve a mudança de presidente em meio ao momento político conturbado. Ednaldo Rodrigues teve que deixar o cargo, e Sami Xaud assumiu.
Mais testes
Um dos problemas do Brasil na Copa do Mundo foi a falta de opções no banco de reservas. Muito disso se deu pela falta de testes durante o ciclo, com preferências em nomes já consolidados.
Alguns dos testados pouco tiveram chance para errar. Fabrício Bruno, Hugo Souza, André, João Gomes, Andrey Santos e Murillo são alguns dos nomes que até chegaram a ser testados, mas foram deixados de lado após falhas.
Desapego dos medalhões
Dos 26 convocados por Ancelotti, 15 estiveram na Seleção Brasileira que caiu para a Croácia nas quartas de final do Mundial de 2022. Apesar de alguns ainda estarem nas melhores condições físicas, nomes como Casemiro, Fabinho, Danilo, Alex Sandro e Neymar já se encontram em momento de declínio físico e técnico.
Sem a confiança irrestrita nos medalhões, a Seleção pode dar mais oportunidades e confiança para a nova geração.