O belo futebol da seleção francesa na Copa de 2026 já começou a despertar a discussão sobre o tamanho dessa geração na história. Será que dá para comparar com o Brasil que chegou em três finais seguidas (1994, 1998 e 2002)? Para Paulo Roberto Falcão, ex-jogador e ex-treinador, não é possível.
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“São jogadores diferentes. Não dá pra fazer uma comparação. O que se tem até agora é que a França é quem está jogando melhor na competição. Aonde vai chegar, não sei. É uma seleção que está sendo preparada há mais de quatro anos. Esse é um ponto importante pra exaltar” -- Falcão ao Terra
Outro ponto destacado por Falcão é a forte marcação imposta pelos franceses. “Quando o time ataca, nunca deixa de ter cinco ou quatro jogadores atrás. O Matuidi, que é o volante, o resto se mexe muito no campo inteiro”, observou.
Para Falcão, a equipe europeia é muito boa do meio-campo pra frente. “A França tem muita qualidade do meio de campo para a frente e inclusive no banco, Olise é um jogador que tem se destacado, de muita qualidade. Tem o Dembélé, que foi o craque do ano, e o Mbappé que vive um grande momento, fazendo gols de velocidade”, explicou.
Na sua opinião, o camisa 10 da França cresceu muito de produção quando Deschamps lhe deu uma maior responsabilidade. “Colocar ele sendo capitão foi a grande sacada do treinador da França para que ele começasse a entender que ele pode ser líder, ajudar os companheiros e ser ajudado.”
Apesar de rasgar elogios ao futebol apresentado pela França até agora, Falcão viu um ponto fraco francês. “Tem que ver se a Espanha chegar, contra um Brasil, Argentina. A França ainda não enfrentou um time que coloca a prova a sua defesa”, explicou.
“De repente, na hora que o adversário conseguir roubar uma bola da França, porque às vezes pela movimentação deles o esquema passa a ser 4-2-3-1, pode ser que no momento que estiverem nessa troca de posição, tabelando e procurando o gol, pode roubar uma bola e encontrar uma França um pouquinho fora do lugar."
O ex-volante da Seleção Brasileira não descarta a possibilidade do Paraguai repetir o que fez contra a Alemanha e eliminar a seleção favorita. “O futebol reserva muitas surpresas. Dentro de uma lógica não, mas pode acontecer. É muito difícil, não é impossível”, alertou.
“Agora, as coisas começam a ficar um pouco mais difíceis pra todo mundo. Os jogos começam a ficar mais tensos. Vai conseguir chegar mais longe quem tiver time, banco e condição de se adaptar melhor às condições e a tensão do jogo”
Brasil x Noruega
E como será que Falcão vê a Seleção Brasileira? Para ele, o time está em evolução. “O Brasil cresceu no segundo tempo contra a Escócia, Japão, que em nenhum momento saiu da frente da área, com 10 atrás o que é difícil. A mão do Ancelotti fez a diferença no intervalo. Uma defesa que se fecha tanto, às vezes não consegue entrar a bola alta. Por isso ele deixou o Casemiro no jogo, mesmo com um cartão amarelo. Ele o conhece muito bem do Real Madrid”, comentou.
“O Casemiro é muito bom por cima. Uma das coisas fortes que ele tem é a bola aérea, defendendo e atacando e eu acho que essa é a tendência agora para o jogo contra a Noruega”, ressaltou.
O ex-camisa 5 acredita que Haaland não vai ter tanta liberdade em campo, por um simples motivo de Carlo Ancelotti conhecê-lo muito bem de enfrentar contra. “Ninguém conhece melhor o Haaland que o Ancelotti que enfrentou várias vezes pelo Real Madrid contra o Manchester City.”
Para colocar fim ao tabu de nunca ter vencido a Noruega, Falcão confia em Vini Jr. "É o nosso melhor jogador, está bem demais. Sempre tem dois na marcação, um que está dando combate e outro na sobra. É o nosso destaque até agora."
"Temos uma dificuldade em relação a outros times que estão prontos há mais tempo, mas temos jogadores com qualidade e um treinador que é o top”, finalizou.