O diretor da força-tarefa da Casa Branca para a Copa do Mundo, Andrew Giuliani, afirmou que estaria aberto a renegociar os termos da entrada do Irã nos Estados Unidos para o último jogo da fase de grupos, contra o Egito. A declaração foi dada após a Federação Iraniana de Futebol (FFIRI) informar que se prepara para apresentar uma queixa formal à Fifa sobre o tratamento "desigual" que vem recebendo e que coloca a seleção em desvantagem no Mundial.
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Segundo Giuliani ao jornal britânico The Telegraph, os Estados Unidos estariam dispostos a permitir que o Irã permanecesse por mais tempo no país durante os jogos.
"Veja bem, tudo é dinâmico, as coisas podem ser discutidas e certamente queremos criar um jogo limpo e competitivo em campo, por isso todos os treinadores da equipe têm seus vistos e a oportunidade de vir", disse Giuliani ao jornal.
"O presidente [Donald Trump] quer garantir que este torneio alcance um equilíbrio competitivo, ao mesmo tempo que impede a entrada de pessoas mal-intencionadas no país. Conseguimos isso, faltando um mês para o início", acrescentou o chefe da força-tarefa da Casa Branca.
Irã vai apresentar reclamação à Fifa
O Irã planeja apresentar uma reclamação à Fifa, órgão que rege o futebol mundial, sobre as restrições de viagem que sua seleção está enfrentando nos EUA durante a Copa do Mundo. Devido à incerteza em relação aos vistos e ao conflito com os EUA, a seleção iraniana está se deslocando diariamente de sua base no México, um dos países co-anfitriões, para disputar seus três jogos da fase de grupos nos EUA.
As autoridades norte-americanas exigem que a equipe entre no país no prazo de 24 horas antes de uma partida e saia no mesmo dia, o que levou o técnico Amir Ghalenoei a afirmar que o Irã é a seleção "mais oprimida" do torneio.
"A Federação Iraniana de Futebol acredita que essas restrições são incompatíveis com os princípios de igualdade de condições para as seleções participantes e podem afetar sua preparação técnica", afirmou a federação em comunicado divulgado na sexta-feira, 19, anunciando seu protesto à Fifa. Até o momento, nem a Fifa nem o Departamento de Segurança Interna dos EUA comentaram as declarações.
Ghalenoei disse que a medida prejudicou o Irã no empate de 2 a 2 com a Nova Zelândia na segunda-feira. "De acordo com o plano da comissão técnica, a seleção precisava viajar para a cidade-sede dois dias antes de cada partida, a fim de atingir a condição técnica e física ideal, e depois retornar à sua base no dia seguinte à partida", afirmou a federação. "No entanto, para a partida de estreia contra a Nova Zelândia, esse pedido não foi aprovado."
No grupo G, o próximo jogo do Irã é contra a Bélgica em 21 de junho, em Los Angeles. Depois, enfrentará o Egito em 27 de junho, em Seattle. *(Com informações da Reuters).