A Fifa decidiu mudar o rumo de um dos produtos mais tradicionais ligados à Copa do Mundo depois de quase 60 anos. A entidade anunciou nesta quinta-feira (7) um acordo exclusivo com a Fanatics para assumir a produção de figurinhas, cards colecionáveis e jogos de cartas de seus torneios.
Com isso, a parceria histórica com a Panini chega ao fim depois de 56 anos. O novo contrato começa a funcionar integralmente em 2031 e também prevê investimentos em conteúdos digitais voltados aos torcedores.
A fabricação dos produtos ficará sob responsabilidade da Fanatics Collectibles, empresa que opera por meio da marca Topps, comprada pelo grupo em 2022. Entre as novidades previstas, os novos cards poderão trazer pedaços de uniformes usados por atletas em partidas oficiais, recurso comum em esportes americanos e que agora passará a integrar o universo do futebol internacional.
"A Fanatics lidera importantes inovações no universo dos colecionáveis, com novas formas de conexão entre torcedores, clubes e jogadores. Com o alcance global dos torneios da Fifa, isso amplia ainda mais o envolvimento dos fãs e gera novas receitas para o futebol", afirmou o presidente da Fifa, Gianni Infantino.
Fanatics já começa a operar nesta Copa do Mundo
Além da comercialização tradicional, a empresa anunciou que distribuirá mais de US$ 150 milhões (cerca de R$ 750 milhões) em itens gratuitos ao longo da parceria. A iniciativa busca incentivar o futebol de base e atrair novos colecionadores em diferentes países.
A parceria com a Fanatics, inclusive, já começa neste Mundial. A empresa vai controlar as operações de varejo e merchandising da Copa do Mundo de 2026, incluindo lojas nos estádios. Além disso, as entrevistas coletivas às vésperas da final serão realizadas na Fanatics Fest, em Nova York, com participação de atletas.
Atrasos em álbum da Copa de 2026 irritam consumidores
O anúncio da nova parceria acontece, inclusive, em um momento de insatisfação entre colecionadores do álbum oficial da Copa do Mundo de 2026. Compradores que adquiriram a edição de capa dura na pré-venda reclamam de demora na entrega e falta de informações sobre os pedidos.
Nas redes sociais, consumidores relatam mudanças sucessivas na previsão de envio e criticam a ausência de posicionamentos claros da Panini. Em alguns casos, aliás, a nova data informada passou para o fim de maio.
A situação provocou ainda mais repercussão porque exemplares do álbum já estavam disponíveis em livrarias físicas antes da chegada dos produtos para parte dos clientes que compraram antecipadamente.
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