Faltando um pouco mais de um mês para a Copa do Mundo 2026, a empolgação vem à tona quando o assunto é o álbum de figurinhas do Mundial. Adultos viram verdadeiras crianças e os pequenos não abrem mão de ver o rosto dos seus craques bem de perto. Mas nesse mundo digital o perigo mora bem ao lado. Preste muita atenção, já que tem muitos sites falsos, imitando a Panini. Lembrando que o único site oficial no Brasil é: www.panini.com.br.
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A primeira dica é em relação aos preços oferecidos que estão bem abaixo dos vendidos oficialmente. No kit básico (álbum de capa dura com 30 pacotes de figurinhas) é vendido no site fraudulento a R$ 39,90, com o indicativo de que há um desconto de 53% do suposto valor original (R$ 89,90). Já o chamado kit colecionador, sairia nesse local por R$ 796,00. Com um desconto de 85%, o preço final seria de 119,90.
Já no site oficial da Panini, só o álbum de capa dura normal (há as edições prata e ouro) está saindo pelo valor de R$ 74,90. Vale lembrar que a empresa não vende combos como os oferecidos pelo site suspeito.
“Existem tipos de possíveis golpes nesse caso. Os álbuns, os links falsos e as vendas fraudulentas. O cidadão quer comprar um álbum, vê que está caro, verifica que o preço está além das suas possibilidades, e acha na internet um preço incrível, tome muito cuidado", alerta o advogado penal Jair Jaloreto.
"O cidadão de boa fé, clica no link, faz o pagamento em Pix ou em cartão de crédito, e nunca recebe esse álbum e essas figurinhas. É muito comum esse golpe e muita gente cai. Nesse caso, a gente está diante da conduta prevista na lei penal, no artigo 171 do Código Penal, que é estelionato. Esse golpe é praticado, inclusive, com outras finalidades e outros produtos."
Em relação aos álbuns e figurinhas falsificadas, “quem fabrica e quem vende, está infringindo a lei de crimes contra a propriedade intelectual. Essa lei é a 9279 de 96”. “E quem compra, sabendo que esse produto é falsificado, também incide em lei como receptação. Então, a vítima nesse caso é o titular do direito autoral dessas figurinhas originais, e não o consumidor que comprou. O consumidor que comprou, pode ser coautor de um crime praticado por quem vendeu a ele ou quem produziu esses álbuns”, afirma Jair Jaloreto.
O advogado aconselha que as pessoas interessadas comprem seus álbuns ou figurinhas somente nos lugares oficiais. “Hoje em dia a banca está em desuso, mas têm quiosques em shopping centers”, lembrou. E caso opte por comprar no site oficial, tem que estar muito ligados aos detalhes. “Tem que tomar cuidado de se assegurar de que aquele site é realmente o verdadeiro. Nos falsos tem que estar atento. De repente encontra Panini com dois enes.”
O que fazer se cair no golpe?
Jair Jaloreto dá alguns conselhos caso alguém caia nesse tipo de golpe. “Tem que se fazer um boletim de ocorrência de estelionato. Em alguns Estados, como São Paulo, dá pra ser feito pela internet”, ressaltou. “Tem que contar exatamente o que aconteceu, que você comprou um álbum e não veio, mandando a conta para a qual você depositou, fez o Pix, ou cópia de um eventual boleto, ou cartão de crédito. A polícia, muito provavelmente, vai trabalhar em cima disso.”
O advogado até dá uma boa dica em relação ao pagamento. “Se pagar no cartão de crédito é melhor, porque dá pra fazer estorno”, orientou. “No caso de comprar figurinhas e álbuns falsificados, também vale fazer um boletim de ocorrência até para poder documentar isso perante a autoridade policial para investigação. É bem possível que eles cheguem em eventuais quadrilhas ou organizações criminosas que tentam atuar nesse tipo de crime e falsificam tudo.”
“Essa orientação vale para todas aquelas compras feitas ou pela internet ou pessoalmente. Quando o milagre é muito o santo tem que desconfiar. Se o preço está muito barato, ou estiver metade do preço da banca, do canal autorizado, das duas uma ou você vai cair num golpe, perder seu dinheiro, ou vai comprar algo falsificado que também não é legal”, finalizou.