O agente imobiliário Augusto Nunes, de 35 anos, nasceu e cresceu na cidade de Teresópolis, na região serrana do Rio de Janeiro. Quando ainda não tinha certeza de que caminho seguir, foi no ponto mais famoso do município que teve uma ideia que o incentivou a criar a própria corretora.
- Você já nos segue nas redes sociais? O Terra Esportes está presente no Tiktok, no Youtube e no Instagram. Tudo para te manter informado de um jeito diferente e divertido. Siga nosso perfil, curta e compartilhe!
Às vésperas da Copa do Mundo de 2014, recebeu o convite de um amigo para lavar pratos na cozinha da Granja Comary. Sem nada a perder, aceitou e colocou um objetivo em mente: “Falei que ia ser a oportunidade de ter uma camisa autografada e, quando tivesse uma imobiliária, seria a decoração da minha empresa”.
A primeira meta foi atingida sem grandes problemas. Durante o Mundial, Nunes acordava todo dia para ir ao local trabalhar e vestia a Amarelinha por baixo do uniforme da cozinha. Um a um, as assinaturas dos jogadores foram conquistadas.
Hoje, mais de 10 anos depois, a lembrança está emoldurada em seu escritório na cidade de Teresópolis. Do período em que esteve junto da Seleção Brasileira, o corretor guarda uma memória inesquecível.
“Tive a oportunidade de entregar um bilhete para o Felipão, Ele deve lembrar disso. Entreguei uma carta, não sei porquê eu fiz isso, mas antes do jogo do 7 a 1, escrevi para ele uma carta que dizia o seguinte: ‘numa tempestade, o otimista espera que o vento mude, o pessimista acha que o barco vai afundar e o realista ajusta as velas ao seu favor”, conta.
A carta não deu resultado e o Brasil foi eliminado com derrota por 7 a 1 para a Alemanha na semifinal do Mundial. O corretor imobiliária, porém, garante que sua carta não deu azar ao técnico, mas que, na verdade, deveria ter sido vista como um aviso por ele.
A convivência com os atletas também têm um espaço especial na vida de Nunes: “O David Luiz era um cara sensacional, um cara humano. Um cara que tratava todo mundo igual. Tem tanto tempo, a gente também ficava um pouco restrito”.
Se no passado lavou os pratos dos jogadores para dar o pontapé inicial no sonho profissional, hoje o agente frequenta o bairro da Granja Comary para comprar e vender imóveis.
“Hoje, para morar aqui dentro da Granja, você precisa ter no mínimo R$ 1 milhão. Você não consegue morar aqui por menos do que isso. Se você for querer uma casa na beira do lago, isso vai te custar um pouquinho mais”, completa.