"Pena que não foi na minha época", diz Paulo Nunes sobre Bom Senso FC

16 nov 2013 - 15h51
(atualizado às 15h51)
<p>Paulo Nunes sentiu falta de maior mobilização dos jogadores quando atuava por Grêmio e Palmeiras</p>
Paulo Nunes sentiu falta de maior mobilização dos jogadores quando atuava por Grêmio e Palmeiras
Foto: Edu Andrade / Gazeta Press

De passagem por Miami, o ex-atacante Paulo Nunes visitou a concentração brasileira durante a semana e disse apoiar o movimento Bom Senso FC. Em entrevista ao Terra, o ídolo do Palmeiras e do Grêmio lamentou a falta de união da classe de jogadores em sua época.

“Sou totalmente a favor. Pena que não aconteceu na minha época. A classe de jogadores não era tão unida como era essa agora”, afirmou Paulo Nunes, que atuou no Palmeiras com um dos líderes do movimento, o meio-campista Alex.

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“Agora eles se preocupam com o bem-estar do atleta. Sou fã número um do Alex desde o tempo do Palmeiras. É uma pessoa que sempre pensou, um jogador jovem já pensava nos questionamentos, mas os presidentes das federações sempre iam contra”, afirmou.

Para Paulo Nunes, o segredo para conseguir as reivindicações é não desistir diante da primeira adversidade. “O presidente da federação precisa dos clubes. Os jogadores estão sozinhos. Não vamos deixar esse fogo abaixar. Com insistência, tenho certeza que pode melhorar muito”, afirmou.

Paulo Nunes encerrou a carreira em 2003. Em sua avaliação, a nova geração está mais consciente da necessidade de mudar alguns vícios do futebol brasileiro. Na sua época, a sensação era de que havia muito individualismo.

“Hoje o jogador está muito mais preparado, na cultura, na cabeça. Hoje o jogador é muito mais evoluído culturalmente e isso aí ajuda que se desenvolva um trabalho. Na minha época era mais cada um por si e muitos jogadores estavam mais se preocupando com aquele dia, com aquele momento e não muito com futuro. Hoje cresceram muito, se preocupam com o futuro do esporte”, completou.

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Paulo Nunes ainda avalia que os clubes têm papel central na busca dos direitos dos jogadores. “Eu acredito na força do clube. Tendo essa força , esse é o poder dos clubes, o poder da barganha, da troca de favores, quando você tem, você usa a favor do seu clube”, completou.

Fonte: Terra
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