Com o futebol brasileiro em ebulição pelos protestos realizados na última rodada da Série A nacional, o presidente José Maria Marin apareceu ao lado do técnico Luiz Felipe Scolari para a entrevista realizada no Hotel JW Marriott, em Miami. Ao surgir na sala, a expectativa era de que o mandatário se posicionasse em relação à última ação do Bom Senso FC, mas em um rápido discurso ele apenas “apresentou” o chefe de delegação Carlos Alberto Torres.
O capitão do tricampeonato está em Miami e, segundo Marin, terá o papel de passar experiência para o grupo. Carlos Alberto Torres agradeceu e disse ser a primeira vez que foi chamado para fazer parte da delegação desde que se aposentou. Tem sido uma marca de sua gestão as homenagens a jogadores do passado.
Encerrado o pronunciamento, Marin deixou a sala de entrevista em direção ao elevador. Após questionamento sobre se o presidente responderia perguntas, o próprio Felipão disse com bom-humor que a entrevista era com ele. Alguns jornalistas ainda furaram o cordão de isolamento na caça de Marin, mas não houve contato. O presidente deixou o hotel enquanto Felipão concedia sua entrevista. A cúpula da CBF está hospedada em um local diferente e vive uma saia-justa com a crise na mesma semana em que a Seleção joga.
Em nota oficial emitida na quarta-feira, a CBF pediu, sem citar o Bom Senso FC nem os protestos, razoabilidade na discussão dos problemas do futebol nacional. A entidade diz que continua aberta ao diálogo.
Questionado sobre o tema em sua entrevista, Felipão disse que já havia dado a sua opinião meses atrás e não a repetiria. Segundo o zagueiro santista Edu Dracena, líderes do movimento Bom Senso FC buscariam o capitão Thiago Silva para propor uma manifestação no jogo entre Brasil e Honduras no próximo sábado. Felipão não comentou. Em outubro, ele disse que apoia o diálogo entre todas as partes interessadas.