Conmebol destoa da Uefa, pede respeito às eleições na Fifa, mas condena 'ações unilaterais'

Entidade sul-americana valoriza recuo de Infantino e pede 'unidade da família do futebol'

6 ago 2026 - 14h11

Última entidade do planeta a se manifestar sobre o polêmico projeto de Gianni Infantino de criar um plano comercial na Fifa com investidores privados, sob a justificativa que tinha de avaliar as propostas, a Conmebol voltou a se manifestar nesta quinta-feira, comemorou a desistência do dirigente em seguir com a proposta que nasceu fracassada e pediu respeito ao processo eleitoral que será realizado na entidade em 2027. "O futebol é de todos", destacou.

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A entidade, no entanto, indicou preocupação com "as reiteradas ações unilaterais adotadas sem recorrer ao diálogo ou aos mecanismos institucionais previstos para o tratamento deste tipo de situação."

"O futebol passou a ocupar o centro de atenção mundial para a realização de um evento esportivo extraordinário para concentrar o debate público em assuntos vinculados ao seu governo. Nos últimos anos, a Fifa impulsou uma profunda reforma de seus Estatutos com o propósito de fortalecer a institucionalidade, a transparência e o bom governo, estabelecendo procedimentos claros e mecanismos específicos para resolver as controvérsias que poderiam suscitar dentro da família do futebol, garantindo o devido processo e o respeito pelas normas que rigorosamente nossa organização."

Diferentemente de outras entidades, como a Uefa, em guerra declarada contra Infantino, a Conmebol é mais comedida no assunto e vai na linha de que o recuo da Fifa é uma prova de respeito para com todos os envolvidos no mundo da bola.

"Este marco institucional constitui uma garantia para todos. Por isso, quem tem a responsabilidade de conduzir nossas organizações deve privilegiar sempre o diálogo, o respeito às normas e a troca construtiva", seguiu. "Quando esses princípios se deixam de lado, perdemos o futebol e perdemos todos", destacou.

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Ainda na visão da Confederação Sul-Americana, o futuro do futebol só poderá ser construído com base no respeito à institucionalidade, à governança e aos procedimentos democráticos que representam as 211 Associações Membro da Fifa. Com essa sugestão, mostrou-se isenta no boicote a Infantino proposto por outros entidades.

"A Conmebol não acompanhará nenhuma atuação ou procedimento que desconheça ou se aparte de seus mecanismos institucionais. O Conselho da Conmebol fez um chamado para preservar a unidade da família do futebol, atuar com responsabilidade institucional, fortalecer o diálogo e respeitar plenamente os mecanismos de governança. Porque, por mais de qualquer diferença, primeiro está o futebol."

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