Clubes se unem em manifesto e defendem mercado regulado de apostas no Brasil

Em manifesto divulgado nas redes sociais, as equipes defenderam a manutenção do mercado regulado de apostas no Brasil e pediram o combate à atuação de empresas ilegais

17 set 2026 - 20h57
(atualizado às 20h57)
Resumo
Grandes clubes brasileiros e federações lançaram um manifesto contra a possível proibição de cassinos on-line pelo Governo Federal, defendendo o mercado regulado de apostas e maior rigor contra plataformas ilegais. As entidades ressaltam que o setor é vital para as finanças do futebol nacional, financiando times de várias divisões. Para os dirigentes, vetar a atividade não extinguirá as apostas, mas fortalecerá a clandestinidade e causará graves prejuízos econômicos ao esporte.
Foto: Reprodução/@flamengo / Esporte News Mundo

Alguns dos principais clubes de futebol do país se posicionaram, na noite desta quinta-feira (17), contra a possibilidade de o Governo Federal publicar uma Medida Provisória para proibir os jogos de cassino on-line. Em manifesto divulgado nas redes sociais, as equipes defenderam a manutenção do mercado regulado de apostas no Brasil e pediram o combate à atuação de empresas ilegais.

Até o momento da publicação desta reportagem, o documento havia sido divulgado nos perfis da Federação Paulista de Futebol (FPF), em parceria com Palmeiras, Santos e São Paulo, e da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FFERJ), além de Botafogo, Flamengo, Fluminense, Vasco e Cruzeiro.

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No manifesto, os clubes destacam a importância financeira do setor de apostas para o futebol brasileiro. Segundo o texto, o investimento das empresas autorizadas pelo Governo Federal se tornou "uma das principais fontes de receita do esporte". A nota também ressalta que os recursos chegam a equipes de menor expressão, clubes das divisões de acesso e competições com menor exposição comercial.

Outro ponto levantado pelas instituições é o possível crescimento do mercado ilegal caso haja uma proibição dos jogos de cassino on-line. Para os clubes, uma mudança nas regras não faria com que as apostas deixassem de existir, mas poderia levar os consumidores para plataformas que não possuem autorização para atuar no país.

"Combater a ilegalidade, fortalecer a fiscalização e aperfeiçoar os mecanismos de proteção, sem colocar em risco um mercado que foi regulamentado pelo próprio Estado", diz outro trecho do manifesto.

As entidades também defendem que o debate deve considerar medidas de fiscalização e proteção aos apostadores, sem eliminar o mercado atualmente regulamentado. O documento termina com uma mensagem direcionada aos impactos que uma eventual proibição poderia causar ao futebol brasileiro.

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"O torcedor não pode pagar essa conta. Se acabar o mercado regulado, as apostas não acabam. O futebol é que acaba", afirma o manifesto.

Clubes já discutiam resposta

A movimentação dos clubes ocorre após uma semana de reuniões entre dirigentes para avaliar possíveis mudanças no setor de apostas. Cartolas vêm discutindo uma resposta conjunta diante da possibilidade de novas medidas do Governo Federal.

Os clubes de São Paulo realizaram encontros na sede da Federação Paulista de Futebol. A entidade também passou a articular o posicionamento com outras federações estaduais, ampliando a discussão para além do futebol paulista.

O cenário envolve ainda uma discussão na Câmara Municipal de São Paulo. Um projeto de lei em tramitação na cidade prevê restrições à publicidade de empresas de apostas, o que também preocupa os clubes e federações que possuem contratos de patrocínio com companhias do setor.

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O manifesto publicado nesta quinta-feira representa, portanto, uma tentativa das principais instituições do futebol de apresentar uma posição conjunta sobre o futuro do mercado de apostas no país, defendendo a manutenção da regulamentação e o endurecimento da fiscalização sobre plataformas ilegais.

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