Classificação, artilharia de Messi e 'revanche contra Dallas' mobilizam Argentina diante da Áustria

Foi no condado que, em 1994, Maradona foi cortado do Mundial por doping; atual campeã pode se classificar caso vença

22 jun 2026 - 09h11

ARLINGTON - Foi no condado de Dallas, em 1994, que Diego Maradona lamentou o corte por doping durante a Copa do Mundo: "Cortaram minhas pernas". Em 2026, Dallas surge novamente no mapa dos argentinos. A atual campeã enfrenta a Áustria pela segunda rodada, podendo já garantir a classificação no Grupo J.

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Para avançar à segunda fase, basta uma vitória dos argentinos, que chegariam a seis pontos. A liderança pode se confirmar nesta rodada, mas ainda depende da partida entre Jordânia e Argélia, que ocorre mais tarde.

Mais especial pode ser a classificação combinada com um novo recorde para Lionel Messi. Depois de marcar três vezes e igualar Miroslav Klose com 16 gols em Copas, o craque pode se tornar o maior artilheiro dos Mundiais caso marque ao menos uma vez contra a Áustria. Mas tudo depende da atuação de um concorrente direto: Kylian Mbappé, que soma 14 gols e joga mais tarde, às 18h, contra o Iraque.

"É uma honra pelo que significa estar ao lado de Klose e daqueles que estão lá. Ronaldo também está, mas não acho que isso signifique muita coisa. Mbappé também marcou dois gols (na primeira rodada). No final, são estatísticas e nada mais", minimizou o camisa 10.

Em Dallas, 'cortaram as pernas' de Dios

Diego Maradona deu show contra Grécia e Nigéria na primeira fase da Copa do Mundo de 1994, em Foxborough. Após a vitória contra os nigerianos, o camisa 10 foi escolhido para o antidoping, em cena icônica, conduzido pela mão pela enfermeira Sue Carpenter.

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A delegação foi para Dallas, onde enfrentaria a Bulgária no fechamento da fase de grupos. O jogo foi no Cotton Bowl, diferente do atual palco, o AT&T Stadium em Arlington, na região metropolitana de Dallas. Maradona já estava cortado e não jogou na derrota argentina. Mesmo classificada, a Argentina caiu logo nas oitavas de final diante da Romênia.

Além do corte no Mundial, Maradona acabou suspenso novamente.
Além do corte no Mundial, Maradona acabou suspenso novamente.
Foto: Acervo Estadão / Estadão

Antes do mata-mata, Maradona concedeu entrevista coletiva no hotel da concentração. "Juro por minhas filhas que não me droguei. Me cortaram as pernas. Me tiraram do futebol definitivamente, porque não acredito que haja outra oportunidade", disse Maradona, após se despedir da sua última Copa do Mundo.

O craque já havia sido punido anteriormente e, por causa disso, chegou a ficar afastado da seleção por três anos. Sua participação no Mundial era questionada, diante da má forma física. Em tempo curto antes do torneio, Maradona perdeu 13 quilos. A efedrina é um estimulante cerebral, mas tem uso off-label para emagrecimento.

Uma música cantada pelos torcedores argentinos neste Mundial faz referência ao episódio. "32 anos depois, a 'Scaloneta' vai vingar a Copa que roubaram do 10, que não nos deixaram ganhar", canta uma parte da letra.

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Mudanças no time argentino

O técnico Lionel Scaloni perdeu Gonzalo Montiel por lesão muscular sofrida contra a Argélia. Nahuel Molina deve ser o substituto na lateral-direita. Na esquerda, Nicolás Tagliafico deve continuar preservado, com a manutenção de Facundo Medina.

Outras duas mudanças são analisadas por Scaloni. Uma delas é por desempenho no ataque. Júlian Alvarez, que entrou no lugar de Lautaro Martínez durante o jogo de estreia, pode ser preferido, com o atacante da Inter de Milão no banco.

A segunda mudança no ataque seria pensando na defesa. Thiago Almada pode dar lugar a Nicolás González. A preocupação é com o ataque austríaco, conduzido por Konrad Laimer no lado direito. González teria, então, o papel de ajudar Medina na marcação no setor.

Áustria representa desafio maior

A Áustria deve levar mais perigo que a Argélia para a Argentina. O time tem um estilo de jogo mais intenso e pode arriscar pressionar os argentinos no seu campo de defesa.

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Laimer, do Bayern de Munique, é um dos destaques, regendo o meio-campo austríaco. Na defesa, David Alaba, do Real Madrid, é a referência. Mais adiantado, Marcel Sabitzer, do Borussia Dortmund, conduz os ataques.

"Somos realmente uma equipe. Isso sempre soa um pouco clichê, mas é verdade. Todos queremos vencer partidas e jogar juntos. Acho que isso fica óbvio quando estamos em campo. Não fingimos. Realmente gostamos da companhia uns dos outros", disse Laimer, em entrevista ao site da Fifa.

No banco, há outra esperança da Áustria. Marko Arnautovic, de 37 anos, entrou e marcou contra a Jordânia. Com passagens relevantes na Premier League e no futebol italiano, o centroavante é o artilheiro da seleção austríaca, com 48 gols.

ARGENTINA X ÁUSTRIA

  • ARGENTINA - Emilliano Martínez; Nahuel Molina, Cristian Romero, Lisandro Martínez e Facundo Medina; Rodrigo De Paul, Alexis Mac Allister e Enzo Fernández; Lionel Messi, Thiago Almada (Nicolás González) e Lautaro Martínez (Júlian Alvarez). Técnico: Lionel Scaloni.
  • ÁUSTRIA - Alexander Schlager; Stefan Posch; Philipp Lienhart, David Alaba e Philipp Mwene; Konrad Laimer e Nicolas Seiwald; Romano Schmid, Xaver Schlager e Marcel Sabitzer; Sasa Kalajdzic. Técnico: Ralf Rangnick.
  • ÁRBITRO - Amin Mohamed Omar (EGI)
  • HORÁRIO - 14h (de Brasília).
  • LOCAL - AT&T Stadium, em Arlington (Estados Unidos).
  • ONDE ASSISTIR - Globo, SBT, SporTV, N Sports, CazéTV e GE TV.
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