O Internacional garantiu vaga nas quartas de final da Copa Libertadores, mas o presidente Vitório Piffero não quer desdém com o Campeonato Brasileiro. Após a vitória por 3 a 1 sobre o Atlético-MG na última quarta-feira, o mandatário disse que a Série A permanece como prioridade na temporada e não deixou de cutucar o Corinthians pela polêmica na reta final da edição do torneio de 2005.
Na ocasião, o STJD remarcou todas as partidas apitadas por Edilson Pereira de Carvalho, acusado de participação em um esquema de manipulação de resultados. O Internacional teve que encarar novamente o Coritiba. Já o seu rival pelo título, Corinthians, enfrentou pela 2ª vez Santos e São Paulo em partidas que antes tinha perdido. Fez quatro pontos e acabou com o título com três de vantagem para os colorados.
"Em 2005 nos tomaram na mão grande, neste ano não”, disse Piffero, antes de cobrar a torcida pelo apoio demonstrado em jogos da Copa Libertadores. "Quero ver a torcida fazer o que fez hoje. Se quer ganhar o Brasileiro, tem que vir apoiar o time em campo, por isso convoco a torcida, esse é o nossos projeto”, disse. Vale lembrar que o time perdeu a estreia por 3 a 0 para o Atlético-PR.
O projeto citado por Piffero ajuda a sustentar seu discurso de que vai segurar todas as estrelas do grupo. Principalmente Valdivia, meia-atacante que tem se destacado nas últimas partidas do Internacional e deve ser alvo de assédio nos próximos meses.
“Nem adianta (ligar em busca de Valdívia). Nosso projeto, diferente dos outros anos, é ganhar o Campeonato Brasileiro, por isso não podemos vender jogadores. A não ser... quando digo vender, eu digo as estrelas e o Valdívia está nessa categoria de estrela. Vamos trabalhar de outra maneira, vamos passar essa responsabilidade de pagar as contas para o nosso vice de finanças, e vamos juntos com o departamento de futebol tratar de ganhar esse campeonato”, afirmou.
Já sobre a Copa Libertadores, Piffero falou em tom de brincadeira em vingar o “nosso irmão Corinthians”, mas logo foi informado que o próximo adversário não seria o Guarani, do Paraguai, e sim o Santa Fe, da Colômbia.
“Eu já estava lá, queria vingar o irmão Corinthians. Mas não quero falar do Corinthians, quero refazer minha resposta, tirando a brincadeira, porque não tem nada a ver com esse lado da chave. Mas pode ter certeza que quem chega aos oito melhores das Américas, é porque fez jus”, completou.
Mas ao mesmo tempo, este não é bem o discurso do técnico colorado Diego Aguirre, que já adiantou que não tem como disputar a Libertadores e o Brasileirão sem usar time misto ou reserva. “Isso é inevitável, de colocar um time misto, reserva... é impossível colocar no domingo jogadores que jogaram hoje, senão é impossível ganhar na Colômbia”, completou.