A campanha do Brasil na fase de grupos da Copa do Mundo também trouxe consequências fora das quatro linhas. Por conta dos cinco cartões amarelos recebidos nos três primeiros jogos, a Seleção acumulou US$ 50 mil (cerca de R$ 261 mil) em multas aplicadas pela FIFA à CBF, conforme prevê o Código Disciplinar da entidade.
Na estreia, no empate por 1 a 1 com Marrocos, o Brasil teve dois jogadores advertidos: Ibañez e Fabinho. Os cartões renderam uma multa de US$ 20 mil. Na segunda rodada, a vitória por 3 a 0 sobre o Haiti também terminou com duas advertências. Danilo e Douglas Santos receberam cartão amarelo, aumentando o total de penalidades em mais US$ 20 mil.
Já na terceira e última rodada da fase de grupos, quando venceu a Escócia por 3 a 0 e garantiu a liderança da chave, a Seleção recebeu apenas um cartão amarelo. Casemiro foi advertido durante a partida, gerando uma nova multa de US$ 10 mil. Com isso, o Brasil fechou a primeira fase com cinco cartões amarelos e US$ 50 mil em sanções financeiras.
Pelo Código Disciplinar da FIFA, cada cartão amarelo custa US$ 10 mil. Uma expulsão por segundo amarelo na mesma partida gera multa de US$ 15 mil, enquanto o cartão vermelho direto custa US$ 20 mil. Além da penalidade financeira, o atleta suspenso precisa cumprir suspensão automática na partida seguinte da competição.
Para evitar um número elevado de suspensões nas fases decisivas, a FIFA zera os cartões amarelos em dois momentos do torneio: após a fase de grupos e depois das quartas de final. O sistema de multas tem como objetivo desencorajar condutas antidesportivas e manter o controle disciplinar durante as partidas. O Brasil volta a campo neste domingo (05), às 17 horas (horário de Brasília), para enfrentar a Noruega pelas oitavas de final da Copa do Mundo.