O Atlético-MG foi advertido pela ANRESF e tem 45 dias para quitar dívidas com Bahia e Santos para não sofrer transfer ban, o que impediria o registro de novos atletas. As pendências envolvem um bônus de 100 mil euros devido aos baianos por metas atingidas pelo zagueiro Vitor Hugo e uma taxa de vitrine devida ao clube paulista pela negociação do meia Victor Hugo. Intimada, a diretoria alvinegra confirmou a notificação e declarou que busca resolver a situação dentro do prazo estabelecido.
O Atlético-MG tem 45 dias para regularizar pendências financeiras com Bahia e Santos e evitar um possível transfer ban. A ANRESF (Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol) advertiu o clube por obrigações relacionadas às negociações do zagueiro Vitor Hugo e do meia Victor Hugo.
A Agência RTI Esporte apurou que o clube, caso os pagamentos não sejam regularizados no prazo, o poderá sofrer uma punição que impede o registro de novos jogadores. As cobranças envolvem um bônus previsto no acordo com o Bahia e uma taxa de vitrine devida ao Santos.
A diretoria do Atlético-MG confirmou que foi intimada da decisão e afirmou que buscará solucionar as pendências. O clube, porém, não divulgou um cronograma para os pagamentos nem detalhou os valores devidos ao Santos.
Atlético-MG deve bônus ao Bahia por Vitor Hugo
A primeira pendência envolve a contratação de Vitor Hugo. O zagueiro chegou ao Atlético por empréstimo em 2025 e foi adquirido em definitivo em 2026. O acordo com o Bahia previa o pagamento de 100 mil euros (R$ 600 mil) caso o defensor atingisse 15 partidas como titular.
O valor corresponde a um bônus condicionado ao cumprimento de uma meta esportiva, mas não foi pago. O Atlético-MG precisa quitar o débito no prazo estabelecido pela ANRESF para evitar uma possível punição que impeça futuras contratações.
Taxa de vitrine envolve negociação de Victor Hugo
A segunda cobrança está relacionada ao meio-campista Victor Hugo e a um compromisso contratual com o Santos. O jogador estava emprestado ao clube paulista, e o acordo previa o pagamento de uma taxa de vitrine caso ele fosse negociado com outra equipe.
O prazo de 45 dias é o principal ponto da decisão. Se não regularizar as pendências, o Atlético poderá ficar impedido de registrar reforços. A aplicação efetiva do transfer ban dependerá dos desdobramentos do caso e do cumprimento das exigências estabelecidas pela ANRESF.