A noite desta terça-feira, 20, marcou um ponto fora da curva no trabalho de Abel Ferreira à frente do Palmeiras. A goleada por 4 a 0 sofrida diante do Novorizontino, pelo Paulistão, na Arena Barueri, foi classificada pelo treinador como um "golpe duro", mas também como um possível divisor de águas para a sequência da temporada.
"Não posso mentir que é um golpe duro, mas vou falar com toda a sinceridade que quando somos uma equipe competitiva podemos ganhar de qualquer equipe do mundo. Quando não somos, podemos perder para qualquer equipe do mundo. Foi isso que aconteceu hoje", afirmou em entrevista coletiva após o confronto.
"Não fomos competitivos, espero que possamos errar tudo nesse tipo de jogo. Sabemos a responsabilidade de representar o Palmeiras. Quando não somos competitivos nem nos mobilizamos mentalmente para esse tipo de jogo esse resultado pode acontecer. É só ver como sofremos os quatro gols, não é normal na nossa equipe. Uma derrota pesada, mas será uma derrota maior se não aprendermos com o que aconteceu aqui hoje", completou.
Ao analisar o contexto do início de Paulistão, Abel Ferreira citou o elevado número de jogadores lesionados e a necessidade de utilizar jovens da base. O técnico admitiu os riscos da estratégia, mas defendeu a decisão de dar minutos a atletas recém promovidos.
"Para quando olharmos para a equipe, tem que ver há muitos lesionados e não estamos na máxima força. Ponto número um. Ponto número dois: já disse que vamos olhar os jovens, colocá-los à prova e vimos gols hoje que não podemos tomar. A responsabilidade de representar o Palmeiras é enorme. E sabemos o risco que é apostar na base", explicou.
A derrota encerrou a campanha perfeita do Palmeiras no estadual, que vinha de três vitórias consecutivas por 1 a 0 (contra Portuguesa, Santos e Mirassol). Agora, o time tenta virar a chave rapidamente, já que o próximo compromisso é um clássico diante do São Paulo, no sábado, na Arena Barueri.