O Fluminense iniciou o Campeonato Brasileiro com vitória no Maracanã e, além do resultado, viveu uma noite especial com o retorno de Luis Zubeldía à beira do campo. Após passar por uma cirurgia no coração, o treinador argentino comemorou o reencontro com o time, agradeceu o suporte recebido nas últimas semanas e destacou a postura da equipe no triunfo por 2 a 1 sobre o Grêmio.
Logo na abertura da coletiva, Zubeldía fez questão de reconhecer o trabalho do departamento médico e o apoio familiar durante o período de recuperação.
"Quero agradecer ao Fabrício Braga, ao departamento médico do Fluminense, ao André Feijó e a todos que me ajudaram, inclusive emocionalmente, em semanas que não foram fáceis. Com o apoio da minha família, tudo foi mais simples. Estou muito feliz por estar aqui novamente", afirmou.
Análise do jogo e reação no segundo tempo
Em seguida, o treinador analisou o desempenho do time ao longo da partida. Segundo ele, o Fluminense controlou boa parte do confronto, embora tenha sofrido nos minutos finais.
"Fizemos uma boa partida. No primeiro tempo tivemos a bola, mas faltou definir melhor. No segundo tempo, chutamos mais rápido e o gol saiu. Depois, trabalhamos bem a bola parada e convertemos", explicou. Nos últimos 15 minutos, quando o Grêmio marcou, nos desesperamos um pouco. No entanto, os gols também surgem por virtude do rival. O Grêmio tem jogadores e treinador de hierarquia, é normal que criem chances".
Força em casa e elogios a Jemmes
Além disso, o técnico valorizou o bom retrospecto do Fluminense como mandante e elogiou o desempenho de Jemmes, uma das novidades do elenco.
"Os números mostram que estamos bem em casa. É outra temporada, com equipes se reforçando, mas precisamos seguir fortes no Maracanã. O Jemmes fez uma grande partida. Pouco a pouco, vai se adaptando e entendendo o que a equipe precisa", avaliou.
Sobre Savarino, "Não é normal"
Outro ponto abordado foi a estreia de Savarino. Mesmo atuando poucos minutos, o venezuelano recebeu elogios pela versatilidade.
"Ele tem a particularidade de que, jogando pela esquerda, pelo centro ou pela direita, o jogo dele não muda. É um jogador que costuma driblar, que procura o centroavante e que finaliza ao gol. Então, atuando pela direita, pelo meio ou pela esquerda, ele consegue aplicar" disse Zubeldia, que completou:
"Normalmente, um jogador se sente confortável apenas pelo meio, ou mais pela esquerda, ou mais pela direita. No caso do Savarino, a decisão de buscá-lo passa justamente por isso: ele pode atuar nas três posições atrás do camisa nove e o jogo dele não se altera. A técnica não diminui. Então, pouco a pouco, ele deve ir agregando coisas ao time."
Mercado, concorrência e uso da base
Questionado sobre reforços, Zubeldía adotou um discurso cauteloso e rejeitou contratações apenas para agradar a torcida, pois contratar por contratar não faria sentido e é preciso jogadores que realmente façam a diferença. Por fim, o treinador comentou o trabalho com jovens da base e a disputa por posições.
"O pior para um jogador jovem é ficar na zona de conforto. Eles precisam jogar, crescer e competir. Sobre titulares, ainda é cedo. O tempo e os minutos em campo vão definir isso", concluiu.
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