Contratação mais cara da história do Fluminense, custando cerca de US$ 13 milhões, o atacante Rodrigo Castillo ganha nova chance para se firmar. Após enfrentar dificuldades de adaptação, pressão financeira e perda de espaço com Marcão, o argentino volta a ter oportunidade como titular diante do Atlético-MG devido aos desfalques de Hulk e Cano. Sem atuar desde agosto, ele busca aproveitar o momento para superar a má fase e justificar o longo vínculo com o clube, válido até dezembro de 2030.
Rodrigo Castillo voltou aos planos do Fluminense em um momento decisivo. Maior contratação da história do clube, o argentino ainda não transformou o investimento em protagonismo e ganha nova chance para recuperar espaço no elenco.
A Agência RTI Esporte apurou que a adaptação de Rodrigo Castillo ao Brasil foi mais complexa do que o clube imaginava. Além da mudança de país, ele precisou lidar com a distância da família e com uma realidade bem diferente daquela que conhecia no futebol argentino.
Germán Cano foi um dos jogadores que ajudaram o compatriota durante os primeiros meses no Rio. O processo ocorreu justamente enquanto Rodrigo Castillo tentava responder à pressão provocada pelo valor da transferência.
O Fluminense pagou US$ 10 milhões (R$ 66 milhões, à época) ao Lanús pela aquisição dos direitos, além de assumir aproximadamente US$ 3 milhões em impostos. O custo total da operação chegou a cerca de. O contrato foi assinado até dezembro de 2030.
A cobrança aumentou pelo destaque de Rodrigo Castillo no Lanús. Antes de chegar ao Rio, o argentino foi protagonista nos títulos da Copa Sul-Americana de 2025 e da Recopa Sul-Americana de 2026, marcando nos dois jogos da decisão contra o Flamengo.
Falta de sequência dificultou reação
No Fluminense, entretanto, a história tomou outro rumo. Rodrigo Castillo teve um início razoável, com três gols e uma assistência nas dez primeiras partidas, mas não conseguiu estabelecer uma sequência como titular. A mudança no comando técnico também interferiu.
A chegada de Marcão reduziu ainda mais o espaço do argentino, que passou quatro partidas sem ser utilizado no início do trabalho do interino. Hulk ganhou protagonismo, enquanto Cano voltou a responder quando esteve disponível.
O resultado foi um jogador cada vez mais distante da formação principal. Rodrigo Castillo não atuava desde 11 de agosto, quando foi titular diante do Independiente Rivadavia e deixou o campo no intervalo. A partida marcou também a despedida de Luís Zubeldía do Fluminense.
Desfalques reabrem espaço para o argentino
O cenário mudou com as ausências no ataque. Hulk não poderia enfrentar o Atlético-MG por cláusula contratual, enquanto Germán Cano ficou fora por lesão, abrindo espaço para Rodrigo Castillo como centroavante.
A oportunidade ainda carregava um componente simbólico. Foi justamente contra o Atlético-MG que o argentino marcou seu primeiro gol pelo Fluminense, na vitória por 1 a 0 no Estádio do Maracanã, pelo primeiro turno do Brasileirão.
O problema, agora, é transformar oportunidade em sequência. O Tricolor das Laranjeiras precisa de respostas no ataque, enquanto Rodrigo Castillo tenta mostrar que o período de adaptação ficou para trás.
A contratação mais cara da história do clube ainda é uma marca que o acompanha. O contrato longo, até o fim de 2030, oferece tempo para uma reação, mas a disputa por espaço no elenco torna cada nova oportunidade relevante para definir o tamanho de seu papel no Fluminense.