Eric Faria reforçou o coro de críticas ao discurso de Filipe Luís sobre o racismo sofrido por Vinícius Júnior. Após a derrota do Flamengo para o Lanús pela Recopa, o técnico rubro-negro definiu o episódio como ‘caso isolado’.
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Para o comentarista da Globo e do Sportv, as entrevistas do treinador foram os pontos baixos da noite que teve a derrota por 1 a 0 para a equipe argentina no Estádio La Fortaleza, em Buenos Aires.
"É muito maior do que o futebol. Uma derrota acontece em partidas de futebol, mas você não pode se omitir de um tema tão importante e tão presente na vida da sociedade. O Filipe foi muito decepcionante com as palavras quando se referiu ao caso de racismo contra o Vini Jr.
Além da coletiva pós-jogo, Faria mencionou a entrevista de Filipe Luís antes de a bola rolar. O treinador flamenguista afirmou que era a palavra de Gianluca Prestianni, do Benfica, contra a de Vinícius.
“Nesses casos claramente a gente precisa credibilizar a vítima. A reação do Vini Jr e toda a reação do entorno, essas reações todas mostram que não dá para ficar neutro nessa história. E o lado que se tem que ficar a gente sabe muito bem qual é, o lado do Vini Jr.”, seguiu o jornalista.
Por fim, o comentarista reforçou que o treinador deveria ter mostrado posicionamento diante do caso. Na Europa, nomes como Pep Guardiola e Vincent Kompany defenderam o brasileiro.
“O Filipe tem uma voz importante no futebol, ele deveria e teve a chance de ter se posicionado como brasileiro, como técnico de futebol e como ex-atleta. Pode ser que o Flamengo inverta o resultado ou não, eu sei que é importante para o torcedor conquistar esse título, mas ontem a derrota foi fora de campo", completou.
Com a repercussão de suas declarações, Filipe Luís voltou a se pronunciar nesta sexta-feira, 20, e condenou o racismo de Prestianni contra Vini.
“Ao longo da resposta, procurei abordar minhas experiências pessoais na Argentina. Em momento algum tive a intenção de relativizar ou minimizar qualquer atitude racista. Reconheço que minha fala, diante da extrema sensibilidade do tema, pode ter aberto margem para interpretações distintas. Por isso, considero fundamental reforçar publicamente minha posição, que sempre foi inegociável: o racismo é crime no Brasil e deveria ser tratado com o mesmo rigor em todos os países”, disse.