Campeão da Libertadores pelo Flamengo é acusado de não participar da criação do filho

Jogador responde a ação por abandono afetivo e revisão de pensão; Justiça já determinou reajuste do valor mensal

19 fev 2026 - 14h05
(atualizado às 14h05)
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Foto: Buda Mendes/Getty Images / Esporte News Mundo

O lateral-direito Rodinei, ex-jogador do Flamengo e atualmente no Olympiacos, da Grécia, é alvo de acusações de abandono afetivo em relação a um filho de um relacionamento anterior. A informação foi divulgada inicialmente pelo Portal LeoDias.

Além da acusação de abandono, a ação envolve um pedido de revisão do valor da pensão alimentícia. O processo tramita sob segredo de Justiça na Vara de Família e Sucessões de Caldas Novas, em Goiás.

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O atleta seria acusado de não participar da criação do filho, hoje com 11 anos, e de manter distância afetiva da criança, que não teria contato direto com o pai há quase uma década.

O processo aponta ainda que Rodinei não estabelece convivência regular e evita vínculos emocionais com o menino, mantendo comunicação apenas indireta com a mãe, restrita a trocas de e-mails relacionadas ao envio de comprovantes de pagamento da pensão.

No âmbito da ação, a Justiça já determinou, em decisão de tutela de urgência, a revisão do valor da pensão alimentícia, e o montante, que antes era de R$ 5 mil mensais, foi reajustado para o equivalente a 32 salários mínimos (cerca de R$ 52 mil por mês).

Segundo a defesa do jovem, a atualização se justifica pela mudança significativa no padrão financeiro do jogador ao longo dos anos: à época do nascimento do filho, Rodinei atuava pelo CRAC, clube do interior de Goiás, e recebia um salário considerado modesto dentro do futebol. Atualmente, conforme alegado no processo, o atleta teria rendimentos mensais em torno de R$ 1 milhão, somando salário no clube grego e negócios mantidos no Brasil.

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A acusação também destaca possíveis impactos emocionais na criança, e a defesa afirma que o menino apresenta quadro de "ansiedade infantil", acompanhado por profissionais de psicologia, e que sofre episódios de bullying na escola por não conseguir comprovar o vínculo com o pai diante de colegas.

Rodinei atuando pelo Flamengo
Foto: Buda Mendes/Getty Images / Esporte News Mundo

Segundo consta nos autos, a mãe solicita com frequência que o jogador faça ligações ou visitas ocasionais, pedidos que, segundo a ação, não são atendidos.

Outro ponto levantado no processo é a diferença de tratamento entre os filhos do atleta, já que, enquanto o filho que reside no Brasil viveria de forma mais modesta, Rodinei garantiria às filhas e à esposa, frutos de um segundo relacionamento, uma rotina de alto padrão na Europa.

A ação menciona que as outras crianças desfrutam de moradia de luxo, escola particular bilíngue e acompanhamento médico e psicológico, o que, segundo a defesa, evidenciaria tratamento desigual e discriminatório entre os irmãos.

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Com o reajuste da pensão já determinado, o processo agora aguarda o julgamento de um pedido de indenização por abandono afetivo, com base na legislação de ilícito civil aprovada pelo Congresso em 2025 e no Código Civil.

Caso a Justiça reconheça o abandono, Rodinei poderá ser condenado ao pagamento de uma indenização estimada em R$ 200 mil ao filho.

Em nota, o escritório Castro & Matos Advogados, que representa a mãe e o menor, informou que não irá se manifestar publicamente sobre o caso em razão do segredo de Justiça, limitando sua atuação aos autos do processo.

O empresário do jogador afirmou desconhecer a existência da ação e disse não ter autorização para comentar a vida pessoal dos atletas que agencia.

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