A Comissão de Arbitragem da CBF concluiu que o volante Erick Pulgar, do Flamengo, deveria ter sido expulso na vitória por 3 a 0 sobre o Bahia, por impedir uma chance clara de gol de Alejo Véliz no início do jogo. O árbitro Wilton Pereira Sampaio aplicou apenas cartão amarelo. Esse é o segundo erro consecutivo reconhecido internamente pela comissão em favor do jogador, que também deveria ter recebido cartão vermelho direto na rodada anterior contra o Fluminense por jogo brusco grave.
A arbitragem voltou a ser assunto após mais uma vitória do Flamengo no Campeonato Brasileiro. Depois das reclamações do Fluminense no clássico carioca, um lance envolvendo Erick Pulgar contra o Bahia também foi analisado pela Comissão de Arbitragem da CBF. O entendimento relatado pela imprensa aponta para uma situação semelhante à registrada na rodada anterior.
Segundo o jornalista Paulo Caravina, a Comissão de Arbitragem informou aos árbitros, em uma devolutiva interna, que Pulgar deveria ter sido expulso na vitória do Flamengo por 3 a 0 sobre o Bahia, no domingo (18 de outubro), pela 31ª rodada do Brasileirão.
O lance aconteceu nos primeiros minutos da partida, quando o placar ainda estava zerado. Após um erro de Rossi na saída de bola, Alejo Véliz recuperou a posse para o Bahia e acabou derrubado por Pulgar. O árbitro Wilton Pereira Sampaio aplicou apenas cartão amarelo.
De acordo com Caravina, a comissão considerou que o volante impediu uma oportunidade clara de gol, situação que exige a aplicação do cartão vermelho.
A avaliação levou em consideração a presença de outro defensor do Flamengo na jogada. Embora a comissão tenha compreendido a interpretação inicial da arbitragem, o entendimento interno foi de que havia uma oportunidade clara de gol.
O episódio chama atenção porque representa a segunda partida consecutiva em que a Comissão de Arbitragem teria identificado uma expulsão não aplicada a Pulgar.
Na rodada anterior, contra o Fluminense, o volante recebeu apenas cartão amarelo após uma entrada em Rodrigo Castillo. Na avaliação da comissão, o lance configurou jogo brusco grave e deveria ter resultado em expulsão.
Assim, nas duas últimas rodadas, o Flamengo venceu seus compromissos sem perder Pulgar por expulsão, apesar das avaliações internas contrárias às decisões tomadas em campo.