O presidente do Flamengo, Bap, defendeu que o Congresso ou o STF rejeitem a Medida Provisória que proíbe casas de apostas no Brasil. O dirigente argumentou que a medida fere o processo democrático e alertou para graves prejuízos financeiros aos clubes, dependentes desses patrocínios. Segundo ele, o veto enfraquecerá o futebol brasileiro frente ao argentino e não resolverá o endividamento da população.
Bap, presidente do Flamengo, participou do programa "Mengocast" do canal oficial do clube carioca nesta segunda-feira, 28. Em papo sobre a Medida Provisória, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que proíbe a atuação de casas de apostas esportivas no Brasil, o mandatário pediu que a decisão seja rejeitada pelos órgão superiores do país.
"Espero sinceramente que, a partir da semana que vem, isso seja revisitado, ou pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Congresso Nacional, que tem todas as ferramentas e as possibilidades de rejeitar essa Medida Provisória", afirmou.
"Não é rejeitar simplesmente pelo fato que a gente defenda o jogo, é rejeitar pelo princípio democrático de direito, que as coisas têm que ser feitas de maneira correta, por meio do Congresso Nacional", explicou o dirigente.
"A maior parte dos recursos vem de incentivos fiscais, e a maior parte do dinheiro vem das agências de bet. Também há problemas com as placas de publicidade. Na Argentina, estão celebrando isso! Não tenha a menor dúvida de que haverá um enfraquecimento ainda maior do futebol brasileiro e um fortalecimento do futebol argentino. E você não vai diminuir o endividamento do brasileiro médio com essa decisão", completou.