Bap, presidente do Flamengo, pede que MP da proibição das bets seja rejeitada pelo Congresso

Mandatário da equipe rubro-negra critica decisão do governo federal e solicita que medida seja revisitada por órgãos superiores

28 set 2026 - 21h53
(atualizado às 22h31)
Resumo
O presidente do Flamengo, Bap, defendeu que o Congresso ou o STF rejeitem a Medida Provisória que proíbe casas de apostas no Brasil. O dirigente argumentou que a medida fere o processo democrático e alertou para graves prejuízos financeiros aos clubes, dependentes desses patrocínios. Segundo ele, o veto enfraquecerá o futebol brasileiro frente ao argentino e não resolverá o endividamento da população.

Bap, presidente do Flamengo, se posiciona sobre Medida Provisória que proíbe atuação de casas de apostas esportivas no Brasil
Bap, presidente do Flamengo, se posiciona sobre Medida Provisória que proíbe atuação de casas de apostas esportivas no Brasil
Foto: Reprodução/Flamengo TV via YouTube / Estadão

Bap, presidente do Flamengo, participou do programa "Mengocast" do canal oficial do clube carioca nesta segunda-feira, 28. Em papo sobre a Medida Provisória, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que proíbe a atuação de casas de apostas esportivas no Brasil, o mandatário pediu que a decisão seja rejeitada pelos órgão superiores do país.

"Espero sinceramente que, a partir da semana que vem, isso seja revisitado, ou pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Congresso Nacional, que tem todas as ferramentas e as possibilidades de rejeitar essa Medida Provisória", afirmou.

"Não é rejeitar simplesmente pelo fato que a gente defenda o jogo, é rejeitar pelo princípio democrático de direito, que as coisas têm que ser feitas de maneira correta, por meio do Congresso Nacional", explicou o dirigente.

"A maior parte dos recursos vem de incentivos fiscais, e a maior parte do dinheiro vem das agências de bet. Também há problemas com as placas de publicidade. Na Argentina, estão celebrando isso! Não tenha a menor dúvida de que haverá um enfraquecimento ainda maior do futebol brasileiro e um fortalecimento do futebol argentino. E você não vai diminuir o endividamento do brasileiro médio com essa decisão", completou.

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