A eliminação dos Estados Unidos para a Bélgica reacendeu uma discussão incômoda na imprensa americana. Apesar do crescimento do futebol no país, do investimento na seleção e da expectativa criada pela Copa em casa, a equipe voltou a parar nas oitavas de final. Nesta terça-feira (7), a Associated Press publicou uma análise dura sobre o projeto americano e apontou sinais de estagnação depois da derrota por 4 a 1, em Seattle.
A leitura da imprensa coloca o resultado contra a Bélgica dentro de um problema maior. Afinal, os Estados Unidos já haviam caído nas oitavas em outras edições recentes e, mais uma vez, não conseguiram alcançar as quartas. Assim, mesmo com uma geração liderada por Christian Pulisic, Tyler Adams e Weston McKennie, a seleção não rompeu o mesmo teto competitivo visto em ciclos anteriores.
O contraste aumenta porque a Copa de 2026 criou um ambiente favorável. Os Estados Unidos jogaram em casa, tiveram estádios cheios, forte mobilização nacional e chegaram ao mata-mata com confiança. Além disso, a equipe vinha de campanha sólida até enfrentar a Bélgica. Porém, quando o nível subiu, o time de Mauricio Pochettino não respondeu da mesma forma.
Segundo a análise da imprensa, a seleção americana ainda convive com questões estruturais. Entre os pontos citados estão as dúvidas no gol, reforçadas pelo erro de Matt Freese no terceiro gol belga, e as preocupações na defesa central. Dessa forma, a derrota não apareceu apenas como uma noite ruim, mas como sintoma de problemas que seguem sem solução definitiva.
Futuro de Pochettino entra em pauta
A sequência do trabalho de Mauricio Pochettino também virou tema central depois da eliminação. Segundo a MLS Soccer, o treinador argentino já teria recebido uma oferta para seguir no comando dos Estados Unidos até o ciclo da Copa de 2030. No entanto, ele evitou uma decisão imediata após a queda no Mundial.
Pochettino afirmou que pretende descansar, conversar com a federação e avaliar os próximos passos nas próximas semanas. Portanto, a permanência ainda depende de uma decisão conjunta. Mesmo assim, dentro do elenco, há apoio ao técnico.
Gio Reyna defendeu a continuidade do treinador. Para o meia, Pochettino levou a seleção americana "a outro nível" e ajudou o grupo a evoluir. A declaração, entretanto, não encerra a discussão. Pelo contrário, reforça o dilema da federação: manter o projeto pela base construída ou mudar o comando depois de mais uma eliminação nas oitavas.
A AP também lembra que a próxima Copa terá outro contexto. Com o formato de 48 seleções, a classificação dos Estados Unidos para 2030 tende a ser menos complexa. Ainda assim, a questão principal não será apenas estar no Mundial. O desafio será competir em nível mais alto, especialmente contra seleções europeias e sul-americanas de ponta.
Por isso, a eliminação para a Bélgica deixou uma sensação de oportunidade perdida. A seleção americana cresceu em visibilidade, atraiu audiência e mobilizou o país. Porém, dentro de campo, terminou novamente no mesmo ponto. Agora, a federação terá de decidir se Pochettino continua para tentar quebrar essa barreira no próximo ciclo.
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