A Fifa decidiu pagar integralmente os honorários do árbitro somali Omar Artan, mesmo após ele ser impedido de entrar nos EUA e ser afastado da Copa do Mundo. Ele poderia se tornar o primeiro árbitro da Somália a atuar em uma edição da Copa do Mundo.
Artan desembarcou em Miami com visto válido e credenciamento oficial da Fifa, mas teve a entrada negada pelas autoridades americanas. Segundo representantes do governo dos EUA, o serviço de imigração barrou o árbitro após mantê-lo retido por 11 horas, sob a alegação de que ele se comunicava com "pessoas ruins".
Aliás, o caso provocou repercussão internacional e levantou questionamentos sobre a política migratória adotada pelos Estados Unidos durante a realização do Mundial. Torcedores e autoridades locais receberam Artan como herói nacional no aeroporto de Mogadíscio quando ele retornou à Somália.
Nos últimos dias, inclusive, o árbitro também recebeu uma demonstração de reconhecimento da Uefa. Ele vai apitar a final da Supercopa da Europa, entre Paris Saint-Germain e Aston Villa, dia 12 de agosto, em Salzburgo, na Áustria.
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