A plataforma Bizilagunekin marcou um protesto para 5 de dezembro contra a candidatura de San Sebastián a sede da Copa do Mundo de 2030. O grupo afirma que abrir mão do torneio prioriza o bem-estar da população frente a interesses privados, alertando para riscos de turismo predatório, crise habitacional e custos públicos excessivos impostos pela Fifa. A mobilização ocorre no momento em que a entidade inspeciona cidades na Espanha, sede conjunta com Portugal e Marrocos, para definir os palcos dos jogos.
A plataforma Bizilagunekin organiza um protesto contra a candidatura de San Sebastián, na Espanha, para receber jogos da Copa do Mundo masculina de 2030. Segundo a ação, marcada para 5 de dezembro, desistir do evento não seria um fracasso, mas uma escolha pelo bem-estar dos moradores acima dos interesses privados.
Batizada de "Dia Contra a Copa do Mundo", a mobilização prevê a análise de possíveis consequências do torneio e uma manifestação nas ruas. A Bizilagunekin afirma que a competição pode agravar o turismo excessivo, a superlotação e as dificuldades de acesso à moradia, além de ampliar a exploração comercial do espaço público.
Segundo a Bizilagunekin, representantes da Fifa têm uma visita a San Sebastián prevista para os próximos dias. A plataforma afirma que notícias e decisões sobre a possibilidade de a cidade e Bilbao receberem jogos devem sair em breve.
Fifa avalia cidades para Copa do Mundo
Em outubro, a Fifa anunciou a intenção de visitar ao menos nove cidades espanholas entre novembro e dezembro, incluindo San Sebastián e Bilbao. A ideia, que também prevê inspeções em Portugal e Marrocos, visa avaliar possíveis sedes do Mundial.
No comunicado, a Bizilagunekin critica as instituições responsáveis pela candidatura conjunta das duas cidades. O grupo afirma que elas aceitam exigências da Fifa que considera inaceitáveis e enumera algumas. Casos, por exemplo, do alto custo econômico e necessidade de novos investimentos e de adaptação de regulamentos. "Exclusão do País Basco", limitações à organização de outros eventos e isenções fiscais também aparecem na plataforma.
A plataforma também recorre à última Copa do Mundo, disputada na América do Norte, para sustentar a oposição. Segundo o comunicado, o torneio atraiu a atenção de milhões de pessoas, mas também expôs gastos públicos elevados, gentrificação, racismo e queixas sobre os direitos dos cidadãos. O grupo cita ainda um debate sobre os "interesses obscuros da Fifa".
O Mundial está previsto para iniciar no dia 8 de junho de 2030, com final programada inicialmente para 21 de julho. Sabe-se que Espanha, Marrocos e Portugal serão os países-sedes da próxima edição.
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