A torcida do Corinthians foi um dos grandes destaques da final do Mundial de Clubes feminino, disputada no Emirates Stadium, em Londres.
Em meio a mais de 25 mil torcedores presentes, o que mais chamou a atenção foi o contraste entre as arquibancadas: de um lado, a Fiel, barulhenta, com percussão constante e apoio do início ao fim; do outro, as torcedoras do Arsenal, mais contidas, que só se manifestavam após bons lances da equipe inglesa.
Mesmo com a derrota por 3 a 2 na prorrogação, as corinthianas deram um verdadeiro espetáculo fora de campo e chegaram a receber aplausos das próprias jogadoras das Brabas ao final da partida, em reconhecimento ao apoio incondicional.
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Torcida do Corinthians metendo o POROPOPO no estádio do Arsenal na final do mundial de clubes feminino
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COMO FOI O JOGO
Dentro de campo, o Arsenal começou melhor e levou perigo logo aos quatro minutos, quando Alessia Russo apareceu livre na pequena área, mas parou em grande defesa da goleira Letícia. O Corinthians respondeu com Gabi, que arriscou de fora, sem sucesso.
Pouco depois, uma falha defensiva custou caro: Letícia Teles tentou o recuo, McCabe antecipou e abriu o placar para as inglesas.
As Brabas não se abateram e buscaram o empate. Duda Sampaio finalizou com força, ganhou escanteio, e na cobrança, Gabi cabeceou; após desvio na zaga, a bola ultrapassou a linha, apesar da tentativa de defesa de Annele. O VAR confirmou o gol corinthiano.
Com a chuva apertando, o Arsenal retomou a pressão ainda no primeiro tempo. Russo voltou a assustar de cabeça, e Beth Mead também exigiu boas defesas de Letícia, que manteve o empate até o intervalo.
Na segunda etapa, o técnico Jonas Eidevall promoveu mudanças, assim como Lucas Piccinato, mas o cenário pouco mudou. Aos 13 minutos, Emily Fox cruzou e Wubben-Moy subiu livre para marcar o segundo gol do Arsenal. Pouco depois, Ana Vitória deixou o campo atordoada após choque, dando lugar a Jhonson.
O Corinthians teve sua melhor chance em um contra-ataque bem armado por Duda Sampaio. Jhonson saiu livre, mas finalizou em cima de Annele, desperdiçando a oportunidade do empate. Com o Arsenal controlando a posse de bola, o título parecia encaminhado para as donas da casa.
No entanto, nos acréscimos, o improvável aconteceu, e após revisão do VAR, a árbitra Katia Garcia assinalou pênalti de McCabe sobre Gisela. Vic Albuquerque converteu a cobrança e levou a decisão para a prorrogação.
No primeiro tempo extra, Caitlin Foord avançou pela esquerda e chutou cruzado. A bola ganhou velocidade no gramado molhado e enganou Letícia, recolocando o Arsenal em vantagem definitiva. Com maior volume ofensivo e 14 finalizações ao longo do jogo, o time inglês confirmou o título mundial diante de sua torcida.
Enquanto a Fiel continuou cantando, mesmo após a derrota, e foi aplaudida pelas jogadoras do Corinthians, os torcedores do Arsenal comemoraram com cachecóis erguidos, embalados pelo som das músicas do estádio. Dentro e fora de campo, foi uma final intensa — e, no quesito apoio, a torcida corinthiana saiu ovacionada.