Empresário exige pagamento milionário ao Corinthians

10 jul 2025 - 20h22

O contrato de patrocínio firmado entre o Corinthians e a casa de apostas Vai de Bet, assinado em janeiro de 2024, segue gerando desdobramentos judiciais. Atualmente, o clube enfrenta uma cobrança de R$ 8,4 milhões, movida pelo empresário Sandro dos Santos Ribeiro, que alega ter atuado como intermediário direto da negociação, embora seu nome não constasse oficialmente no acordo.

Bandeirinha de escanteio do Corinthians
Bandeirinha de escanteio do Corinthians
Foto: Bandeirinha de escanteio do Corinthians ( Divulgação/Corinthians) / Gávea News

O patrocínio, que chegou a ser celebrado como o maior da América Latina, previa repasse total de R$ 360 milhões. Entretanto, o vínculo foi rompido de forma antecipada após seis meses. A quebra contratual foi motivada por cláusulas anticorrupção, diante de suspeitas em relação ao pagamento de comissões, que teriam sido repassadas a empresas ligadas a aliados da antiga gestão alvinegra.

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Inicialmente, a intermediação do acordo estava registrada em nome da empresa Rede Social Media Design, pertencente a Alex Cassundé, integrante da campanha eleitoral de Augusto Melo. No entanto, a investigação conduzida pela Polícia Civil apontou que Cassundé não teve participação ativa no processo.

Em contrapartida, documentos e depoimentos reunidos indicam que Sandro Ribeiro, Washington de Araújo Silva e Antônio Pereira dos Santos, conhecido como Toninho Duettos, foram os reais articuladores do contrato.

De acordo com os autos, Sandro reivindica judicialmente o equivalente a um terço da comissão de 7% prevista sobre o total do contrato. O valor cobrado corresponde, portanto, a aproximadamente R$ 8,4 milhões. Fotos, vídeos e publicações em redes sociais fazem parte do material apresentado à Justiça como comprovação da atuação do trio nas tratativas com representantes da Vai de Bet e dirigentes do clube.

A repercussão do caso atinge diretamente a antiga diretoria. O ex-presidente Augusto Melo, afastado do cargo, foi indiciado por lavagem de dinheiro, associação criminosa e furto qualificado. Os ex-diretores Marcelo Mariano e Sérgio Moura também foram citados no inquérito. Todos teriam participado de reuniões com os verdadeiros intermediários, conforme relatado em depoimentos e confirmado em registros audiovisuais.

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