Diretor do Corinthians critica arbitragem pela não expulsão de Bobadilla

Marcelo Paz critica decisão de Anderson Daronco no Majestoso e pede posicionamento da CBF sobre critério para punir gestos obscenos

10 mai 2026 - 22h33
(atualizado às 22h33)
Jogadores do Corinthians reclamaram da comemoração de Bobadilla no Majestoso –
Jogadores do Corinthians reclamaram da comemoração de Bobadilla no Majestoso –
Foto: Reprodução / Jogada10

A vitória do Corinthians por 3 a 2 sobre o São Paulo, neste domingo (10/5), pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro, terminou com mais um debate envolvendo arbitragem e gestos considerados obscenos no futebol brasileiro. Desta vez, a reclamação alvinegra surgiu após uma atitude do volante Bobadilla, do São Paulo, durante a comemoração do gol de Luciano, ainda no primeiro tempo do Majestoso, na Neo Química Arena.

No lance, o jogador tricolor fez um gesto com as mãos em frente à região genital, o que gerou revolta entre atletas e dirigentes corintianos. O árbitro Anderson Daronco foi chamado pelo VAR para revisar a jogada, mas decidiu não expulsar o volante paraguaio. A interpretação foi de que Bobadilla não tocou as partes íntimas, o que afastaria a punição com cartão vermelho.

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Diretor do Corinthians na bronca

Após a partida, o diretor executivo de futebol do Corinthians, Marcelo Paz, criticou a decisão e cobrou uma definição mais clara da Comissão de Arbitragem da CBF.

"Infelizmente vamos falar novamente da arbitragem, mas acho importante pontuar hoje porque ganhamos um jogo. A fala não está sendo por ter perdido o jogo, mas por uma questão até didática. O lance do Bobadilla, do São Paulo, (o árbitro) foi chamado pelo VAR para avaliar como gesto obsceno. E todo mundo sabe que fomos punidos com dois jogadores, em jogos diferentes, por um gesto obsceno. Aí a justificativa é que não tocou na área genital? Isso não é característica do gesto obsceno",  afirmou.

Na sequência, o dirigente reforçou a cobrança por uniformidade nas decisões e questionou a interpretação adotada pela arbitragem.

"Aquele mesmo gesto em praça pública ou restaurante seria ofensivo. Se não cabe fora do futebol, não cabe dentro do futebol. Eu entendo que é um tema novo, há quantos anos existe futebol e esse tema surgiu agora? Talvez ainda não tenha compreensão exata de como agir. Daronco é experiente, tem todo meu respeito, a arbitragem não foi ruim, mas esse lance não pode passar, porque fomos punidos recentemente", declarou Marcelo Paz.

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Jogadores do Corinthians reclamaram da comemoração de Bobadilla no Majestoso –
Foto: Reprodução / Jogada10

Timão espera posicionamento oficial da CBF

O executivo ainda disse esperar um posicionamento oficial da CBF para evitar novas divergências em casos semelhantes.

"Ou pode fazer isso no futebol ou a arbitragem errou. Não tem meio termo. Então amanhã, na reunião que estaremos presentes, ou a comissão de arbitragem reconhece que houve um erro, e ok, erros acontecem, ou está liberado fazer aqui. Esse é o ponto que trazemos aqui, com respeito, mas queremos uma resposta, uma definição para o bem do futebol, para que situações como essa fiquem bem claras do que pode fazer e o que não pode fazer. Os dois jogadores do Corinthians que fizeram o gesto foram expulsos, hoje se entendeu que não era gesto obsceno. Ou houve um erro ou está permitido fazer o que o Bobadilla fez", completou.

Aliás, os casos citados por Marcelo Paz envolvem os jogadores Allan e André, expulsos em partidas contra Fluminense e Palmeiras, respectivamente. Afinal, nas duas ocasiões, ambos tocaram diretamente a região genital durante as comemorações, situação considerada diferente pela arbitragem no clássico deste domingo.

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