Corinthians apresenta balancete de julho com aumento do déficit

Clube destaca a não negociação de jogadores do elenco para o exterior como ponto primordial para a crise

29 set 2026 - 22h15
(atualizado às 22h15)
Resumo
O balancete de julho do Corinthians revelou um déficit acumulado de R$ 278,7 milhões em 2026, alta de 13,28% sobre junho, em meio a uma dívida total de R$ 2,8 bilhões. A crise é agravada pelos altos custos operacionais, despesas com premiações, impostos e a perda iminente do patrocinador máster com o veto às apostas online. Segundo o clube, o principal impacto foi a falta de R$ 150 milhões previstos em venda de atletas, preteridas para priorizar a disputa pelo título da Copa Libertadores.

O Corinthians apresentou o balancete de julho nesta terça-feira, 29. O clube vive grave crise financeira nesta temporada e deve ter a situação agravada com a proibição da atuação de casas de apostas online no Brasil. Vale lembrar que, na última sexta-feira, o presidente Lula assinou a Medida Provisória que proíbe a atuação das casas de bet no país.

Foto: Site / Corinthians
Foto: Site / Corinthians
Foto: Site / Corinthians / RTI Esporte

O Corinthians tinha uma plataforma de apostas online como a sua patrocinadora máster. No balancete divulgado nesta terça-feira, com dados coletados até o dia 31 de julho de 2026, o déficit acumulado é de R$ 278,705 milhões na soma dos sete primeiros meses do ano.

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O detalhe é que o valor é 13,28% maior que o registrado em junho. O Corinthians até arrecadou mais do que o esperado. Contudo, o alto custo operacional do clube continua fazendo com que o déficit aumente.

É importante destacar que o clube fechou o primeiro semestre com uma dívida de R$ 2,8 bilhões. O balancete de julho não apresentou atualização da dívida total do clube. O último balanço das dívidas também leva em consideração os valores da Neo Química Arena.

Corinthians destaca a não negociação de jogadores do clube

Segundo a administração do clube, o déficit pode ser explicado por quatro ações necessárias. A primeira delas foi o pagamento de premiação pelo título da Copa do Brasil de 2025, que ficou em R$ 35,525 milhões.

Além disso, o Corinthians pagou R$ 6,076 milhões ao Santos Laguna, do México, em impostos incidentes pela contratação de Félix Torres. Na soma ainda entram os R$ 16,307 milhões de contingências e revisão contábil. Por fim, o Corinthians contava com o arrecadamento de R$ 150 milhões em vendas de atletas, o que não aconteceu.

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No documento, a diretoria reforçou que a não negociação de atletas nas últimas janelas acabou se apresentando como o principal ponto para o déficit orçamentário. Vale lembrar que o Corinthians chegou a ter negociações em andamento, mas optou por não realizar as vendas, já que visava o título da Libertadores da América.

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