A pedido do governador eleito Cleitinho Azevedo, o TCE-MG suspendeu liminarmente o repasse de R$ 32 milhões em patrocínios de estatais como Cemig e Codemig a clubes de futebol como Atlético-MG, Cruzeiro e América-MG. A verba, aprovada pelo atual governo após o veto federal às bets, foi contestada por Cleitinho diante da crise financeira estadual e da necessidade de priorizar serviços públicos essenciais. As empresas estatais têm 48 horas para interromper os pagamentos sob pena de multa diária.
Após pedido do governador eleito Cleitinho Azevedo (Republicanos), o Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) determinou a suspensão do pagamento de R$ 32 milhões em patrocínios do governo estadual a clubes de futebol, após a proibição das bets.
O recém-eleito questionou o uso de dinheiro público, arrecadado por empresas estatais como Cemig e Codemig, para patrocinar iniciativas privadas, como as SAFs de Atlético-MG, Cruzeiro e América-MG.
A medida havia sido adotada pelo atual governador Mateus Simões (PSD), durante a campanha à reeleição, como forma de apoiar financeiramente os clubes mineiros após o fim da operação de plataformas de apostas online, por determinação do governo federal.
Segundo Cleitinho, Minas Gerais enfrenta dificuldades para pagar os servidores públicos e registra falta de merenda nas escolas. O estado possui uma dívida de R$ 179,3 bilhões, renegociada com a União, enquanto recursos públicos estão sendo destinados ao futebol.
"Todo mundo sabe o amor que eu tenho pelo futebol. Só que a gente tem outras prioridades", afirmou o futuro governador, em vídeo publicado nas redes sociais. "A gente conseguiu suspender esse patrocínio de R$ 32 milhões que iria para time de futebol. A gente vai investir em vocês, no povo."
A decisão é liminar e determina que as empresas não firmem novos contratos de patrocínio com clubes mineiros e interrompam os pagamentos dos acordos já assinados. As estatais têm 48 horas para comprovar o cumprimento da medida, sob pena de multa diária. A suspensão permanecerá em vigor até o julgamento definitivo do caso ou eventual revogação da decisão.