Presidente do Fluminense se defende de críticas por declaração no STF

Mattheus Montenegro explicou que pediu um período de transição para evitar consequências graves econômicas e sociais

4 nov 2026 - 12h57
(atualizado às 12h57)
Resumo
O presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, defendeu no STF a necessidade de um período de transição para a Medida Provisória nº 1.394/2026, que baniu a publicidade e a operação de apostas no Brasil. Montenegro alertou para um prejuízo de R$ 200 milhões ao clube e graves impactos sociais e econômicos com o encerramento abrupto dos contratos. Ao lado de outras equipes, o Tricolor acionou o tribunal para suavizar os efeitos da medida e resguardar a segurança jurídica do setor esportivo.
Presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro se explicou após declarações em defesa das bets no Brasil –
Presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro se explicou após declarações em defesa das bets no Brasil –
Foto: Marina Garcia / Fluminense FC / Jogada10

Após receber críticas pela declaração na audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF), na última terça-feira (3), em Brasília, o presidente tricolor Mattheus Montenegro se manifestou nesta quarta (4). Dessa forma, o mandatário do Fluminense explicou suas declarações e reforçou a defesa por um período de transação para evitar maiores prejuízos.

"A minha crítica sobre o tema foi à forma como a Medida Provisória foi feita: encerrar uma atividade regulada, sem período de transição, gera consequências graves econômicas e sociais que poderiam ser evitadas. As experiências internacionais de restrição à publicidade do setor tiveram transições de pelo menos dez meses. No Brasil, foram cerca de dez dias", disse Mattheus Montenegro.

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Presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro se explicou após declarações em defesa das bets no Brasil –
Foto: Marina Garcia / Fluminense FC / Jogada10

No discurso no STF, Mattheus Montenegro revelou que o Fluminense sofrerá consequências, caso não tenha um período de transição. Assim, o mandatário tricolor revelou que a projeção é de um prejuízo financeiro estimado em R$ 200 milhões. Antes de expor os valores, aliás, ele contextualizou que decisão governamental afeta as verbas oriundas de patrocínios e de direitos de exibição das partidas.

"Reconheci que os problemas relacionados às apostas, além do drama das famílias endividadas, constituem uma grave questão de saúde pública, com impactos sobre indivíduos e famílias. Minha preocupação foi acrescentar ao debate outra dimensão social: os possíveis impactos sobre os trabalhadores e suas famílias diante de uma interrupção abrupta dessas receitas", completou.

O que é a Medida Provisória nº 1.394/2026 contestada pelo Fluminense?

A Medida Provisória nº 1.394/2026 proíbe em todo o território nacional a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa (as chamadas bets), abrangendo tanto apostas esportivas quanto jogos de cassino online em ambientes físicos e virtuais. Dessa forma, os clubes tinham até às 23h59 (de Brasília) do dia 5 de outubro para retirar qualquer alusão dos uniformes.

Os sites e aplicativos de apostas ficaram indisponíveis e saíram do ar no Brasil a partir do dia 6 de outubro. O prazo para os apostadores resgatarem voluntariamente seus dinheiros diretamente nas plataformas encerrou-se às 23h59 do dia 5 de outubro. Entre 9 e 14 de outubro de 2026, as empresas devolveram os saldos aos titulares por meio dos bancos operadores.

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Os clubes brasileiros tentam reverter ou suavizar os impactos da Medida Provisória. Flamengo, Botafogo, Fluminense, São Paulo e outros clubes entraram com uma liminar junto ao STF e aguardam a decisão do ministro Luiz Fux. Afinal, os clubes argumentam que a suspensão abrupta fere o princípio da segurança jurídica e pedem um período de transição para cumprir os acordos.

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