A CBF abriu negociações dos direitos da Copa do Brasil para 2027-2030 e procurou a Record, pressionando os planos do SBT na TV aberta, em cenário similar ao do Brasileirão. O modelo prevê a partilha de jogos entre diferentes parceiros, permitindo que a emissora divida as transmissões com a Globo. Com a concorrência ampliada, que inclui Amazon e ESPN, a confederação busca maximizar receitas e alcançar até R$ 1 bilhão por ano na distribuição dos pacotes.
A Record voltou ao radar da Copa do Brasil para o ciclo de 2027 a 2030 e pode repetir um movimento que já mexeu com o Brasileirão.
A CBF procurou a emissora para apresentar o pacote da competição, enquanto Globo, SBT, Amazon e ESPN também negociam espaços na próxima fase do torneio.
A disputa continua aberta. Porém, a entrada da Record aumenta a pressão sobre o SBT.
A emissora de Silvio Santos tenta garantir jogos em TV aberta e já havia colocado a Copa do Brasil entre suas prioridades para 2027.
Por que a Record pode virar um problema para o SBT?
O histórico recente explica a preocupação.
Em 2024, o SBT esteve perto de fechar um pacote do Brasileirão ligado à Liga Forte União, mas a Record avançou nas negociações e ficou com as partidas em TV aberta a partir de 2025.
Agora, o cenário volta a colocar as duas emissoras diante do mesmo torneio.
A diferença é que a Copa do Brasil deve ter os direitos distribuídos entre diferentes parceiros, o que abre espaço para mais de uma empresa no pacote final.
- Record: foi procurada pela CBF e avalia a proposta;
- SBT: busca um pacote voltado à TV aberta;
- Globo: tenta manter presença ampla em várias plataformas;
- Amazon e ESPN: também negociam com a entidade.
A Globo pode dividir a Copa do Brasil com a Record?
Sim. O modelo em discussão prevê a possibilidade de divisão dos direitos entre empresas diferentes
A Globo pretende continuar forte na TV aberta, na TV por assinatura, no pay-per-view e no ambiente digital, mas a CBF busca ampliar a arrecadação e distribuir partidas entre mais parceiros.
A Record, portanto, não precisa necessariamente tirar a competição da Globo para entrar no negócio.
Ela pode ocupar um pacote específico, especialmente em TV aberta, enquanto outros grupos ficam com partidas e plataformas diferentes.
Quanto a CBF quer arrecadar com a Copa do Brasil?
As negociações para o ciclo de 2027 a 2030 envolvem cifras elevadas.
A expectativa mais otimista citada no mercado chega a R$ 1 bilhão por temporada, acima do valor do contrato atual.
Essa ambição ajuda a explicar por que a entidade conversa com vários interessados ao mesmo tempo.
Quanto maior a concorrência, maior a capacidade de valorizar os pacotes e criar uma distribuição mais rentável.
O que muda se a Record entrar na disputa?
Para o SBT, a presença da Record cria um rival com experiência recente em uma negociação que parecia encaminhada para a emissora.
Para a Globo, a consequência pode ser a necessidade de dividir mais partidas ou plataformas.
Já para a Record, a Copa do Brasil seria uma forma de ampliar uma grade esportiva que ganhou importância com o Brasileirão.
A decisão final ainda depende das tratativas com a CBF, mas o canal voltou a aparecer como peça capaz de alterar o desenho dos direitos do futebol brasileiro.