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Brasileirão, o retorno: Record pode furar o SBT e dividir a Copa do Brasil com a Globo

A Record voltou ao radar da Copa do Brasil para o ciclo de 2027 a 2030 e pode repetir um movimento que já mexeu com o Brasileirão. A CBF procurou a emissora para apresentar o pacote da competição, enquanto Globo, SBT, Amazon e ESPN também negociam espaços na próxima fase do torneio. A disputa continua […]

21 ago 2026 - 20h31
Resumo
A CBF abriu negociações dos direitos da Copa do Brasil para 2027-2030 e procurou a Record, pressionando os planos do SBT na TV aberta, em cenário similar ao do Brasileirão. O modelo prevê a partilha de jogos entre diferentes parceiros, permitindo que a emissora divida as transmissões com a Globo. Com a concorrência ampliada, que inclui Amazon e ESPN, a confederação busca maximizar receitas e alcançar até R$ 1 bilhão por ano na distribuição dos pacotes.

A Record voltou ao radar da Copa do Brasil para o ciclo de 2027 a 2030 e pode repetir um movimento que já mexeu com o Brasileirão.

Record passa SBT para trás e negocia com a Globo (Imagem: Divulgação/CBF)
Record passa SBT para trás e negocia com a Globo (Imagem: Divulgação/CBF)
Foto: RD1 / RD1

A CBF procurou a emissora para apresentar o pacote da competição, enquanto Globo, SBT, Amazon e ESPN também negociam espaços na próxima fase do torneio.

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A disputa continua aberta. Porém, a entrada da Record aumenta a pressão sobre o SBT.

A emissora de Silvio Santos tenta garantir jogos em TV aberta e já havia colocado a Copa do Brasil entre suas prioridades para 2027.

Por que a Record pode virar um problema para o SBT?

O histórico recente explica a preocupação.

Em 2024, o SBT esteve perto de fechar um pacote do Brasileirão ligado à Liga Forte União, mas a Record avançou nas negociações e ficou com as partidas em TV aberta a partir de 2025.

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Agora, o cenário volta a colocar as duas emissoras diante do mesmo torneio.

A diferença é que a Copa do Brasil deve ter os direitos distribuídos entre diferentes parceiros, o que abre espaço para mais de uma empresa no pacote final.

  • Record: foi procurada pela CBF e avalia a proposta;
  • SBT: busca um pacote voltado à TV aberta;
  • Globo: tenta manter presença ampla em várias plataformas;
  • Amazon e ESPN: também negociam com a entidade.

A Globo pode dividir a Copa do Brasil com a Record?

Sim. O modelo em discussão prevê a possibilidade de divisão dos direitos entre empresas diferentes

A Globo pretende continuar forte na TV aberta, na TV por assinatura, no pay-per-view e no ambiente digital, mas a CBF busca ampliar a arrecadação e distribuir partidas entre mais parceiros.

A Record, portanto, não precisa necessariamente tirar a competição da Globo para entrar no negócio.

Ela pode ocupar um pacote específico, especialmente em TV aberta, enquanto outros grupos ficam com partidas e plataformas diferentes.

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Quanto a CBF quer arrecadar com a Copa do Brasil?

As negociações para o ciclo de 2027 a 2030 envolvem cifras elevadas.

A expectativa mais otimista citada no mercado chega a R$ 1 bilhão por temporada, acima do valor do contrato atual.

Essa ambição ajuda a explicar por que a entidade conversa com vários interessados ao mesmo tempo.

Quanto maior a concorrência, maior a capacidade de valorizar os pacotes e criar uma distribuição mais rentável.

O que muda se a Record entrar na disputa?

Para o SBT, a presença da Record cria um rival com experiência recente em uma negociação que parecia encaminhada para a emissora.

Para a Globo, a consequência pode ser a necessidade de dividir mais partidas ou plataformas.

Já para a Record, a Copa do Brasil seria uma forma de ampliar uma grade esportiva que ganhou importância com o Brasileirão.

A decisão final ainda depende das tratativas com a CBF, mas o canal voltou a aparecer como peça capaz de alterar o desenho dos direitos do futebol brasileiro.

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