Douglas Santos chegou à seleção brasileira cercado de desconfiança, mas transformou a discrição em uma de suas maiores virtudes nesta Copa do Mundo. Titular absoluto de Carlo Ancelotti, o lateral-esquerdo afirmou nesta sexta-feira (03/7) que não se incomoda com o rótulo de jogador do "feijão com arroz". Pelo contrário, vê no apelido um reconhecimento pela eficiência que tem apresentado dentro de campo.
Na entrevista coletiva, realizada dois dias antes do confronto com a Noruega pelas oitavas de final, o jogador do Zenit explicou que seu objetivo sempre foi executar o básico com qualidade para aproveitar a oportunidade de retornar à Seleção após nove anos.
"Acho que esse feijão com arroz bem temperado que todo mundo está falando é fazer o simples com excelência. Eu estou me preparando muito, me preparei muito para chegar à Seleção depois de nove anos. Então não queria perder essa oportunidade e estou fazendo tudo o que Mister e sua comissão vêm pedindo. Graças a Deus vem dando certo, vou continuar dando o meu melhor para que esse feijão com arroz bem temperado possa continuar alegrando todo torcedor brasileiro", disse o lateral.
Calor é vantagem?
Outro tema abordado foi o calor previsto para o duelo de domingo, em Nova Jersey. Apesar das altas temperaturas, Douglas acredita que o fator climático não dará vantagem para nenhuma das equipes e defendeu que o Brasil concentre suas atenções apenas no desempenho dentro de campo.
"É um jogo no qual as duas equipes vão ter que se adaptar ao calor. Creio que será difícil para os dois times, claro que muitos brasileiros são nascidos em lugares quentes, mas jogam em lugares frios. Creio que nenhuma das equipes vá prevalecer nesse fator, não podemos nos apegar nisso e, sim, focar no jogo e no que tem que fazer. O foco principal é conseguir a vitória", analisou.
Douglas Santos elogia elenco do Brasil
Sem Lucas Paquetá, lesionado, Ancelotti ainda define quem ocupará a vaga no meio-campo. Douglas evitou demonstrar preferência entre Gabriel Martinelli e Danilo Santos e ressaltou a qualidade das opções à disposição da comissão técnica.
"Em termos de seleção brasileira, para mim é um privilégio estar aqui com os melhores do mundo. Se jogar Martinelli ou Danilo, sei que um deles suprirá a ausência a falta do Paquetá de uma forma incrível. Sei do potencial dos dois, e quem jogar do meu lado com certeza irá seguir me ajudando da mesma forma que Paquetá vinha me ajudando durante o jogo", disse.
Campeão olímpico com o Brasil em 2016, Douglas acredita que a experiência daquela conquista pode ajudar o elenco na busca pelo hexacampeonato. Aliás, segundo ele, a pressão vivida nos Jogos Olímpicos fortaleceu jogadores que hoje ocupam papel de liderança na Seleção.
"Em 2016, tive a oportunidade com Neymar e Marquinhos de conseguir essa medalha tão importante que estava faltando ao Brasil. A gente sentiu o peso. Mesmo jogando no Brasil, a gente sabia da responsabilidade e da vontade de todo o brasileiro de conquistar a medalha de ouro. Com certeza não é diferente hoje, a gente está muito mais focado na Copa do Mundo, que é um feito que será inesquecível para todos nós. A gente traz a vivência das Olimpíadas para cá, sabendo que tem muito a entregar ainda. E, se Deus quiser, vamos conseguir a vitória contra a Noruega, que é tão importante", finalizou.
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