John Textor acionou a Justiça do Rio de Janeiro para barrar uma Assembleia Geral do Botafogo e proteger seus direitos acionários até a arbitragem. O empresário, que afirma deter 90% da SAF por decisão nos EUA, acusou o clube associativo de tentar um "roubo à luz do dia". O conflito ocorre após o social assumir 51% das ações por descumprimento de obrigações de Textor, cuja gestão gerou títulos em 2024, mas culminou em graves crises financeiras, punições da Fifa e recuperação judicial.
Como de praxe, a bandeira branca de John Textor ao social não ficou muito tempo erguida. Afinal, na segunda-feira (21), horas após falar em diálogo, o Godfather reabriu a sua artilharia pesada contra o associativo do Botafogo. O ex-controlador da SAF di Glorioso entrou com uma ação na 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro para impedir a Assembleia Geral Extraordinária (AGE), marcada para a próxima quinta-feira (24).
Segundo informações da "Espn", Textor também solicitou uma liminar para "manter a proteção de seus direitos acionários até a arbitragem". Além disso, o empresário norte-americano acusou o social de "tentativa de roubo".
O norte-americano argumenta que a "a estrutura societária da SAF não pode ser alterada enquanto os direitos legais sobre as ações de sua titularidade estiverem sendo discutidos judicialmente" e cita a decisão que o reconhece como proprietário de 90% do futebol alvinegro, na Justiça da Flórida. Nos tribunais brasileiros, no entanto, ele só acumula derrotas.
Textor não larga o osso
"Estou fazendo exatamente o que qualquer proprietário faria para proteger sua empresa e seu investimento. O social tenta cometer um roubo à luz do dia, utilizando todos os recursos locais à sua disposição. Não permitirei. Nos últimos 10 meses, fiz várias tentativas de injetar capital adicional no Botafogo. Minha oferta de US$ 95 milhões (R$ 484,7 milhões), com recursos totalmente garantidos, foi completamente ignorada; e a aprovação pelo Conselho, no final de junho, de um aporte de US$ 100 milhões (R$ 510 milhões) - apoiado pelo proprietário de um grande clube europeu - resultou na minha exclusão do Conselho", escreveu o Godfather.
Como sócio majoritário, Textor esteve à frente do Botafogo de março de 2022 a abril de 2026, quando um tribunal arbitral o apeou do poder. Com ele, o Botafogo sagrou-se campeão da Libertadores e do Brasileirão em 2024. Mas o clube contraiu dívidas, recebeu seis transferbans ds Fifa, declarou situação pré-falimentar e entrou em processo de recuperação judicial.
Com Textor fora, o social do Botafogo acionou uma cláusula prevista no acordo original da sociedade (bônus de subscrição) para passar a deter 51% das ações da empresa, enquanto a GDA Luma não arremata a SAF do Mais Tradicional. Sendo assim, a participação da Eagle Holding (do Godfather) foi reduzida para 49%. O associativo alegou o descumprimento de obrigações e falhas em aportes financeiros por parte da empresa do norte-americano.
Textor, porém, sustenta que é dono de 90% do Botafogo, como antes de abril. E chama o social para travar uma nova batalha renhida pelo controle da SAF.
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