O Botafogo foi eliminado nas oitavas da Copa Sul-Americana ao vencer o Cienciano por apenas 1 a 0 no Nilton Santos, placar insuficiente após a goleada de 6 a 1 sofrida na ida. Pereira marcou o único gol do jogo, que ficou marcado pelo desperdício de chances alvinegras e por graves erros da arbitragem, como um pênalti anulado e a não expulsão de um atleta rival. Com o 6 a 2 no agregado, os peruanos avançaram para enfrentar o City Torque, consolidando um vexame histórico para o time carioca.
O Cienciano contou, em 180 minutos, com a arbitragem e a incompetência do Botafogo para avançar às quartas de final da Copa Sul-Americana. Ao longo da série, foram decisões escandalosas que deixariam até Al Capone surpreso (leia mais abaixo). Isto posto, um 6 a 1 na ida, em Cusco, não deixa margem para muitos debates. O Glorioso, contra 12, só venceu por 1 a 0, nesta quinta-feira (20), no Estádio Nilton Santos, pelo duelo de volta das oitavas. O City Torque, do Uruguai, aguarda os peruanos na fase seguinte.
No agregado, 6 a 2 para um time minúsculo do continente, placar que concretiza um dos grandes vexames esportivos na história do Botafogo, uma equipe que se postulava como candidata ao título.
Um é pouco
O Botafogo conseguiu, enfim, aquilo que mais precisava. Um gol antes dos dez minutos. Montoro lançou, o goleiro Espinoza preferiu reclamar do que ir na bola. Pereira, então, completou e abriu o placar no Colosso do Subúrbio. O Glorioso arquitetou outras ocasiões promissoras, seguiu amassando o Cienciano, porém, com graves problemas de definição. Cabral, por exemplo, perdeu um gol sem goleiro, da pequena área. Danilo ainda teve um gol anulado, pois toque de mão, nesta série, só vale se for para o time andino. O tempo passou, e o Alvinegro demonstrou uma falta de pontaria alarmante.
Arbitragem ajuda o Cienciano
O senhor Ulises Mereles (PAR) deveria estar com uma camisa do Cienciano por baixo. Afinal, o operador do VAR inventou uma falta inexistente de Vitinho para subtrair um pênalti legítimo para o Botafogo. O péssimo árbitro Juan Benítez também resolveu entrar na torcida pelos peruanos ao não expulsar Arias, que deveria receber o segundo cartão amarelo por parar um lance de perigo do Botafogo. Ele, aliás, também inverteu várias faltas. Os dois deveriam deixar o Nilton Santos no camburão da Polícia Militar. O desânimo, a partir dali, se instalou no Mais Tradicional. Não havia, assim, como lutar contra forças ocultas e contra o placar pesado da ida.
BOTAFOGO 1×0 CIENCIANO
Jogo de volta das oitavas de final da Copa Sul-Americana
Local: Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ)
Data e hora: 20/08/2026, às 21h30 (horário de Brasília)
Gols: Pereira, 8'/1ºT (1-0)
BOTAFOGO: Warleson (Batista, 49'/1ºT), Vitinho, Ferraresi, Justino e Telles; Huguinho (Júnior Santos, Intervalo), Danilo (Edenilson, 18'/2ºT), Medina (Martins, 28'/2ºT) e Montoro; Pereira (Kadir, 18'/2ºT) e Cabral. Técnico: Rodrigo Bellão.
CIENCIANO: Espinoza, Cabello, Amondarain, Núñez, Becerra e Martinich; Arias (Caparó, 12'/2ºT), Barreto (Robles, 18'/2ºT), Hohberg (Aguirre, 24'/2ºT) e Romagnoli (Bandiera, Intervalo); Garcés (Succar, 24'/2ºT). Técnico: Horacio Melgarejo.
Árbitro: Juan Benítez (PAR)
Auxiliares: Eduardo Cardozo (PAR) e Milcíades Saldívar (PAR)
VAR: Ulises Mereles (PAR)
Cartão Amarelo: Huguinho, Telles, Ferraresi (BOT); Arias, Amondarian, Melgarejo (CIE)
Cartão Vermelho: Ferraresi, 46'/2ºT (BOT)
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