O Botafogo venceu o Cienciano por 1 a 0 no Nilton Santos com gol de Pereira, mas acabou eliminado nas oitavas da Sul-Americana devido à derrota por 6 a 1 na ida. Apesar de queixas contra arbitragem e altitude, a equipe alvinegra teve atuação insuficiente. Nas avaliações individuais, os destaques positivos foram Montoro e Telles, ambos nota 7,5, enquanto Danilo e Cabral receberam as piores notas após desempenhos muito ruins e gols perdidos. O técnico Rodrigo Bellão também foi criticado pelas escolhas.
É justo falar sobre o quão o Botafogo foi prejudicado na série contra o Cienciano, pelas oitavas de final da Copa Sul-Americana. No entanto, não se pode terceirizar a culpa, arrumando muletas como altitude e a arbitragem. Nesta quinta-feira (20), no Estádio Nilton Santos, o Glorioso caiu para o time de Cusco ao vencer por 1 a 0, placar que ficou longe do 6 a 1 da ida, no Peru. Veja, na sequência, como a Coluna do Léo Pereira avaliou o desempenho dos jogadores alvinegros.
AS NOTAS DOS JOGADORES DO BOTAFOGO
WARLESON - No melhor chute do Cienciano, na primeira etapa, estava na bola. Depois, virou mero espectador até se lesionar e ceder a vaga a Batista - NOTA: 6,0
VITINHO - Espetado como ala, desperdiçou inúmeros ataques. Bolas no vazio e cruzamentos para o nada. No segundo tempo, teve que jogar no sacrifício. Peca muito ofensivamente - NOTA: 5,0
FERRARESI - Deu uma banda em Robbles, jogador que bateu o tempo todo, com permissão da arbitragem. Lavou a alma no lance - NOTA: 6,5
JUSTINO - Só teve o trabalho de recuar a bola para o goleiro. Apareceu somente quando ficou batendo boca com os bonecos do time rival. Está sempre nervoso. Todo jogo é a mesma coisa - NOTA: 5,5
TELLES - Subiu ao ataque e proporcionou perigo, seja com chutes da entrada da área ou com bons cruzamentos. Na bola parada, obrigou o goleiro do Cienciano a uma grande defesa - NOTA: 7,5
HUGUINHO - Concedeu liberdade a Hohberg e deixou o meia do Cienciano explorar as suas costas. Bem pilhado. Saiu, no segundo tempo, para a entrada de Júnior Santos - NOTA: 4,5
MEDINA - Regular. Avançou pelo meio, correu, concatenou algumas tabelas, mas não teve o brilho de outras partidas. Saiu, assim, para a entrada de Martins no segundo tempo - NOTA: 5,5
DANILO - Apresenta um futebol nojento. Teve um gol bem anulado por toque de mão. Preguiçoso e indolente na troca de passes e na marcação. Saiu, vaiado, para a entrada de Edenilson - NOTA: 1,0
MONTORO - Rápido e com muita sabedoria. Cérebro do meio de campo alvinegro, o Monstrinho chamou o jogo para si. Viu a defesa do Cienciano em linha e apostou nas enfiadas. Colocou a pelota onde quis, gerando ocasiões o tempo todo - NOTA: 7,5
PEREIRA - Partida bem honesta. Esperto, aproveitou-se de um cochilo da defesa peruana para sair na cara do gol e marcar. Demonstrou algum faro e senso de posicionamento. Saiu, no segundo tempo, para a entrada de Kadir - NOTA: 7,0
CABRAL - Abusou do direito de perder gols. Furou, por exemplo, sem goleiro, na pequena área, a chance de meter o segundo do Botafogo. O jogo poderia ser outro. Imperdoável. Na sequência, isolou outra chance. Deveria ser muito cobrado por isso isso - NOTA: ZERO
BATISTA - Mesmo frio, fez uma única defesa. O Cienciano abdicou do ataque em todo o jogo de volta - NOTA: 6,0
JÚNIOR SANTOS - Entrou bem, arrumando espaço pelas pontas com dribles e arranques - NOTA: 6,5
EDENILSON - Preencheu os espaços no meio, deu mais gás ao meio de campo e fechou um cruzamento para finalizar com perigo - NOTA: 6,0
MARTINS - Não contribuiu em nada. Fez número na partida - NOTA: 5,0
KADIR - Descolou um cruzamento para Cabral e parou por aí - NOTA: 5,5
TÉCNICO: RODRIGO BELLÃO - Não é possível afirmar que o time melhorou, apesar da vitória. Afinal, mesmo com erros escandalosos de arbitragem, só fez 1 a 0 no fraquíssimo Cienciano, em casa. Escalou, na teoria, a melhor formação. Mas manteve Cabral, escolha que mostra a sua falta de leitura - NOTA: 5,5
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