A SAF Botafogo obteve uma vitória importante na noite desta terça-feira (12). Afinal, a Justiça suspendeu a decisão do Tribunal Arbitral da FGV (Fundação Getúlio Vargas), que devolvia os direitos políticos à Eagle Bidco/Ares.
A 2ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do TJ-RJ derrubou a determinação da arbitragem da FGV. A SAF, mais cedo, havia alegado que o objetivo da Eagle, atualmente controlada pela Ares e sob administração judicial da Cork Gully GLP, era apenas "privilegiar o Lyon a todo custo" em detrimento do futebol alvinegro, satisfazendo, assim, os interesses da Ares.
Segundo o "Blog do Ancelmo Gois", de "O Globo", o juiz Marcelo Mondego de Carvalho Lima considerou que há indícios de que a decisão arbitral da FGV teve caráter "parcial" e pode ter "invadido a competência do Judiciário".
Dono de 10% da SAF, o clube associativo, com a nova definição, permanece como único membro do Conselho Diretor com direito a voto na Assembleia Extraordinária marcada para quinta-feira (14). A Eagle Bidco/Ares é dona dos outros 90%, no entanto, não participará do encontro.
A decisão da Justiça do Rio de Janeiro também mantém Durcesio Mello como diretor-executivo interino da SAF, assim como as medidas cautaleres da recuperação judicial. A Assembleia, aliás, vai votar a permanência ou não do ex-presidente do Botafogo no cargo. CEO temporário, Durcesio ascendeu ao poder após a queda de John Textor, afastado da gestão da SAF pelo mesmo Tribunal Arbitral da FGV.
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