A despedida de Oscar Schmidt ganha um contorno ainda mais simbólico com uma homenagem que veio em vida, nos momentos finais de sua trajetória. O maior nome da história do basquete brasileiro foi incluído no Hall da Fama do Comitê Olímpico do Brasil apenas nove dias antes de sua morte, confirmada nesta sexta-feira, 17 de abril de 2026.
DIFÍCIL NÃO SE EMOCIONAR!
No dia do Hall da Fama do COB, Hortência fez uma homenagem emocionada ao Oscar Schmidt. Vai fazer muita falta. #OscarSchmidt pic.twitter.com/Kb3biZdqwI
— sportv (@sportv) April 17, 2026
A cerimônia aconteceu no dia 8 de abril, no Copacabana Palace, e marcou a última grande reverência pública ao "Mão Santa". Debilitado por questões de saúde, Oscar não pôde comparecer e foi representado pelo filho, Felipe Schmidt. A honraria foi entregue por Hortência, parceira de geração e uma das maiores referências do basquete nacional, em um gesto carregado de simbolismo.
Criado em 2018, o Hall da Fama do COB tem como objetivo eternizar atletas que marcaram profundamente o esporte brasileiro. A presença de Oscar no grupo era vista como inevitável, diante de uma carreira que atravessou décadas e redefiniu o basquete no país.
A trajetória do ex-jogador é marcada por decisões que ajudaram a construir sua identidade. Ainda jovem, chegou a sonhar com o futebol, mas encontrou no basquete o caminho que o levaria ao reconhecimento mundial. Desde os primeiros passos em Brasília até o protagonismo em clubes e na Seleção Brasileira, construiu uma carreira baseada em disciplina e consistência.
Entre os momentos mais marcantes, está a recusa em atuar na NBA. Em mais de uma oportunidade, Oscar abriu mão da principal liga do mundo para manter sua presença na seleção, já que as regras da época impediam atletas da NBA de disputarem competições internacionais. A escolha reforçou sua ligação com o Brasil e ajudou a consolidar sua imagem como símbolo de compromisso com a camisa nacional.
Nos Jogos Olímpicos, seu impacto foi histórico. Participou de cinco edições e se tornou o maior pontuador da história da competição, com números que permanecem como referência. Em 1988, registrou médias e marcas que até hoje impressionam, consolidando sua posição entre os maiores nomes do esporte mundial.
A homenagem recebida dias antes da morte funciona como um reconhecimento em tempo real de tudo o que representou. Mais do que títulos ou recordes, Oscar Schmidt deixa um legado associado à dedicação, à identidade esportiva e à capacidade de transformar o basquete em um elemento central da cultura esportiva brasileira.