O Bahia deixou a Arena MRV com a sensação de que poderia ter saído com a vitória. Após buscar o empate por 1 a 1 diante do Atlético-MG, o Tricolor quase virou nos acréscimos, quando David Duarte acertou o travessão.
Após o confronto, válido pell Campeonato Brasileiro, o técnico Rogério Ceni valorizou a postura da equipe, principalmente no segundo tempo. Para o treinador, o Bahia conseguiu equilibrar as ações depois de um início de dificuldades e terminou a partida superior ao adversário.
"Jogo parelho, equilibrado. Começamos sofrendo, depois nos encontramos. Segundo tempo fomos bem superiores. Tivemos essa última grande chance do jogo com o David (Duarte), faltou muito pouco para o gol", afirmou.
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Rogério Ceni lamenta chance perdida e valoriza ponto conquistado
Mesmo reconhecendo a superioridade da equipe após o intervalo, Rogério Ceni destacou que o empate também precisa ser valorizado pela atuação diante de um adversário forte fora de casa. O treinador lamentou a oportunidade desperdiçada nos acréscimos.
"Uma pena não ter saído esse gol no final, um gol que nos colocaria no G-4. Mas é um ponto importante. Acho que fizemos o segundo tempo melhor que o primeiro e tivemos as oportunidades para fazer o segundo gol", disse.
Técnico cobra mais confiança para atuar fora de casa
Outro ponto destacado por Rogério Ceni foi o comportamento da equipe como visitante. Segundo ele, o Bahia precisa acreditar mais no próprio potencial para repetir longe de Salvador o desempenho que costuma apresentar em casa.
"Temos um bom time, mas fora de casa muitas vezes deixamos de acreditar em nosso potencial. Precisamos acreditar mais em nós, como acreditamos no segundo tempo. Teve mais conexão, mais troca de passes por dentro e jogamos mais perto do nosso futebol", disse.
Rogério Ceni elogia jovens e explica mudanças na equipe
Durante a entrevista, Rogério Ceni também comentou o desempenho individual de alguns jogadores. O treinador reconheceu as dificuldades enfrentadas por Zé Guilherme na marcação sobre Tomás Cuello, principal válvula ofensiva do Atlético-MG.
"Zé (Guilherme) sofreu um pouco mais defensivamente. O (Tomás) Cuello deu muito trabalho para ele, é muito bom jogador. Depois do cartão amarelo, tive que tirar e arriscar com o Iago, mesmo voltando de lesão", explicou.
Agora, o Bahia volta as atenções para o início do segundo turno do Campeonato Brasileiro. Neste domingo, o Tricolor recebe o Corinthians, na Arena Fonte Nova, buscando transformar o bom desempenho diante do Atlético-MG em mais uma vitória na competição.