A Ford minimizou a vantagem inicial da McLaren no desenvolvimento para a temporada 2027 do Mundial de Endurance da FIA (WEC). O gerente do programa Hypercar da montadora americana, Dan Sayers, afirmou que não está preocupado com o fato de a rival britânica já ter iniciado os testes de pista de seu novo protótipo.
Enquanto a McLaren colocou o MCL-HY na pista no início deste mês, a previsão da Ford é realizar os primeiros testes de seu futuro LMDh apenas no começo de agosto. Mesmo com a diferença de aproximadamente três meses entre os cronogramas, Sayers destacou que a prioridade da marca é seguir o planejamento estabelecido para o projeto.
Segundo o dirigente, o tempo extra dedicado ao desenvolvimento virtual do carro pode representar uma vantagem importante antes da fase intensiva de testes. Sayers explicou que a fabricante acredita ter encontrado o equilíbrio ideal entre evolução em simuladores, CFD e quilometragem em pista, reforçando que a Ford está concentrada em seu próprio programa em vez de acompanhar os passos da concorrência.
O executivo também revelou que o cronograma de testes já está definido e terá início majoritariamente na Europa, próxima à sede da fornecedora de chassis ORECA, na França. Posteriormente, o programa será transferido para os Estados Unidos, incluindo atividades em Sebring, circuito conhecido pelo asfalto irregular e pelas zebras agressivas.
A escolha da Ford difere da estratégia da McLaren. O chefe do programa da marca britânica, James Barclay, já havia indicado que a equipe não pretende testar em Sebring durante a preparação para o WEC. Além dos testes na Europa e nos Estados Unidos, a Ford também trabalha com a possibilidade de realizar atividades no Catar para se preparar para a etapa de abertura da temporada.
No entanto, Sayers reconheceu que a situação política no Oriente Médio pode impactar os planos da equipe. O dirigente ainda ressaltou que a marca busca cautela antes de iniciar testes de longa duração. De acordo com ele, antecipar avaliações de endurance sem que o carro esteja totalmente desenvolvido pode gerar retrabalho caso mudanças técnicas sejam necessárias posteriormente.